
Marechal Cândido Rondon realizará, no dia 19 de setembro, o primeiro Festival Paralímpico do município. A iniciativa marcará uma nova etapa para o esporte inclusivo local, com atividades voltadas à divulgação das modalidades paralímpicas, à participação de pessoas com deficiência e ao fortalecimento do Centro de Referência Paralímpico instalado na cidade.
Em entrevista concedida à Revista Especiais - assista em nosso canal do YouTube -, o professor Leandro Hermes, coordenador do projeto em Marechal Cândido Rondon, explicou que o festival tem como objetivo aproximar crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos, famílias, escolas e comunidade das práticas esportivas paralímpicas.
O evento será realizado no Colégio Cristo Rei e ainda conta com algumas vagas disponíveis. As inscrições seguem até o dia 19 de agosto.
O Centro de Referência Paralímpico foi implantado em Marechal Cândido Rondon com apoio da administração municipal, por meio da Secretaria de Esporte e Lazer.
Segundo Leandro, o secretário Claudinei Mainardes e o prefeito Adriano Backes tiveram papel importante no processo, ao defenderem a criação de um espaço voltado às pessoas com deficiência e à difusão do esporte paralímpico.
O centro atende não apenas Marechal Cândido Rondon, mas também municípios da microrregião, como Quatro Pontes, Mercedes, Pato Bragado, Entre Rios do Oeste e Nova Santa Rosa.
Leandro explica que o Centro de Referência Paralímpico tem dois objetivos principais. O primeiro é a inclusão de pessoas com deficiência no esporte. O segundo é o rendimento, com foco na detecção de talentos e na formação esportiva.
As modalidades previstas para o trabalho inicial são bocha paralímpica, parabadminton e natação.
A bocha paralímpica é voltada especialmente a pessoas com maior comprometimento motor, incluindo cadeirantes e pessoas com paralisia cerebral. Já o parabadminton e a natação ampliam as possibilidades de prática esportiva para diferentes perfis de deficiência.
O Festival Paralímpico será o primeiro grande evento ligado ao Centro de Referência Paralímpico em Marechal Cândido Rondon.
A proposta é apresentar à comunidade as modalidades que serão trabalhadas, incentivar a participação de pessoas com deficiência e mostrar que o esporte pode ser ferramenta de inclusão, convivência, desenvolvimento e superação.
O evento também será aberto à presença da comunidade. Quem quiser acompanhar as atividades no Colégio Cristo Rei será bem-vindo, segundo Leandro.
A primeira edição terá limite de 150 atletas. Leandro explica que a limitação não tem caráter excludente, mas está ligada aos cuidados necessários para organizar um evento com pessoas com deficiência.
A ficha de inscrição reúne informações importantes sobre cada participante, permitindo que a equipe conheça melhor as necessidades individuais e organize o atendimento adequado.
Em alguns casos, um atleta pode precisar de acompanhamento durante todo o festival. Por isso, a organização envolve professores, profissionais, acadêmicos e estagiários de Educação Física.
O festival conta com apoio de escolas municipais, estaduais e particulares, além de secretarias municipais e entidades da comunidade.
A Secretaria de Educação, por meio do secretário João Klein, tem apoiado a mobilização das escolas. Também participam a Secretaria de Saúde e a Secretaria de Assistência Social, que ajudam na identificação e no convite a pessoas com deficiência.
A Unioeste é uma das parceiras do evento, por meio do curso de Educação Física, com participação do professor Douglas Borrella, da professora Bruna e de acadêmicos que atuarão no suporte às atividades.
Além das pessoas com deficiência, o festival também abriu número limitado de vagas para participantes sem deficiência.
Segundo Leandro, a proposta está alinhada ao conceito de inclusão. A convivência entre crianças, adolescentes, jovens e adultos com e sem deficiência é considerada parte essencial do processo educativo e esportivo.
O objetivo é criar um ambiente de respeito, interação e aprendizagem, permitindo que todos compreendam melhor as modalidades paralímpicas e a importância da inclusão.
O festival é voltado a pessoas com diferentes tipos de deficiência. Entre os públicos contemplados estão pessoas com deficiência física, deficiência intelectual, deficiência visual, deficiência auditiva e Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Embora o Comitê Paralímpico indique como público-alvo principal pessoas de 7 a 23 anos, Leandro afirma que o evento também receberá participantes de outras faixas etárias, incluindo idosos.
A organização pretende incluir os participantes da melhor forma possível, sem separações rígidas por tipo de deficiência, respeitando as necessidades de cada atividade e de cada pessoa.
Neste primeiro momento, o Centro de Referência Paralímpico funcionará com apoio de parceiros. A natação deverá utilizar a estrutura da Unioeste, enquanto outras modalidades poderão ser desenvolvidas em espaços da Prefeitura, como o Centro de Eventos.
Leandro também destacou a expectativa em torno do futuro Centro de Referência do Badminton, que poderá receber atividades de parabadminton e, possivelmente, outras modalidades paralímpicas.
Para ele, pessoas com deficiência merecem espaços adequados, preparados e de qualidade para a prática esportiva.
As inscrições para o Festival Paralímpico podem ser feitas até o dia 19 de agosto, enquanto houver vagas disponíveis.
Os interessados devem entrar em contato com o professor Leandro Hermes pelo telefone (45) 9962-4124. A partir do contato, será encaminhada a ficha de inscrição.
Leandro reforça o convite para que famílias, escolas e pessoas com deficiência procurem o Centro de Referência Paralímpico e participem das atividades. Segundo ele, o esporte pode ajudar na inclusão social, na interação, no desenvolvimento escolar e na qualidade de vida.