
O Colégio Luterano Rui Barbosa, de Marechal Cândido Rondon, criou sua primeira cooperativa escolar em parceria com o Sicredi Aliança PR/SP. A assembleia de fundação marcou o início formal do projeto, que será conduzido pelos próprios estudantes, com apoio de professoras tutoras e da equipe pedagógica.
Em entrevista concedida à Revista Especiais - assista em nosso canal do YouTube -, o pastor Cleudimar Robeson Wulff, diretor do educandário, destacou que a iniciativa representa uma nova oportunidade de formação para os alunos.
Segundo ele, a cooperativa escolar permite que crianças e adolescentes vivenciem, ainda no ambiente escolar, experiências ligadas à cooperação, gestão, responsabilidade coletiva, tomada de decisão e desenvolvimento de projetos.
A fundação da cooperativa escolar ocorreu em assembleia, com a escolha da primeira diretoria.
O estudante Henry Völz Bier foi eleito presidente da primeira gestão. A condução do projeto será realizada pelos próprios alunos, que terão responsabilidade sobre decisões, organização e encaminhamentos.
De acordo com pastor Cleudimar, os adultos envolvidos atuam como apoiadores. No Rui Barbosa, esse trabalho será realizado pela professora Patrícia Schultz e pela coordenadora Maria Claudete Coser, que terão função de tutoria e orientação.
A cooperativa escolar será aberta a estudantes a partir do 6º ano.
A participação é livre e espontânea. O aluno precisa manifestar interesse em se associar, contribuir com a cota social definida pelo próprio grupo e participar das atividades.
As reuniões serão realizadas às quintas-feiras, no período da tarde. O horário e outros detalhes de funcionamento também serão definidos pelos estudantes.
Pastor Cleudimar explicou que a proposta busca aproximar os alunos de uma vivência semelhante à das cooperativas presentes na sociedade.
Na prática, os estudantes terão contato com funções como presidência, secretaria, tesouraria, conselho fiscal e demais responsabilidades ligadas à organização coletiva.
Segundo o diretor, cada função tem importância para o bom andamento da cooperativa e contribui para que os alunos compreendam a relevância do trabalho em equipe.
O objetivo central é desenvolver o espírito cooperativista de forma organizada e focada em um propósito comum.
Os estudantes deverão definir um objeto de trabalho, desenvolver formas de comercialização, gerar recursos e direcionar parte dos resultados para finalidades sociais ou comunitárias escolhidas pelo próprio grupo.
Para pastor Cleudimar, a experiência ajuda os alunos a entender que ninguém é autossuficiente e que a cooperação é essencial para a vida em sociedade.
A direção do colégio entende que a cooperativa escolar contribui para a formação humana integral, conceito previsto na Base Nacional Comum Curricular.
Segundo o diretor, o projeto trabalha aspectos que nem sempre são plenamente desenvolvidos dentro da sala de aula tradicional, como relacionamento humano, diálogo, respeito às diferenças, responsabilidade social, liderança e compromisso com o bem comum.
Ele destacou que a escola tem o dever de oferecer diferentes oportunidades para que cada criança descubra suas habilidades, interesses e potencialidades.
Pastor Cleudimar afirmou que o Rui Barbosa já desenvolve diversas atividades pedagógicas, culturais, esportivas e formativas.
Mesmo assim, a cooperativa escolar surge como mais uma possibilidade para alunos que talvez não tenham se identificado com outras atividades, mas possam encontrar nesse projeto uma forma de participação e crescimento.
Para ele, quanto mais oportunidades a escola puder oferecer aos estudantes, maiores são as chances de desenvolvimento pleno.
A implantação da cooperativa escolar contou com apoio do Sicredi Aliança PR/SP.
Segundo pastor Cleudimar, a participação da cooperativa de crédito foi fundamental para orientar a estruturação do projeto e acompanhar os primeiros passos da iniciativa.
Ele destacou que o Rui Barbosa foi a primeira escola a receber esse modelo dentro da proposta e afirmou torcer para que a experiência também seja implantada em outras instituições.
Com a cooperativa oficialmente constituída, os próximos passos serão definidos pelos próprios estudantes.
A expectativa é que o grupo organize seu objeto de atuação, estabeleça metas, desenvolva atividades, administre recursos e direcione ações para objetivos sociais ou comunitários.
Para o diretor, a iniciativa representa uma experiência extraordinária de aprendizagem, participação e formação para a vida.