Segunda, 24 de Agosto de 2026
11°C 24°C
Marechal Cândido Rondon, PR
Publicidade

As três Marias: trigêmeas de Marechal Rondon contam rotina, sonhos e diferenças

Maria Eduarda, Maria Laura e Maria Luisa nasceram no dia 8 de março de 2012 e compartilham uma história marcada por irmandade, esporte, fé e convivência familiar

Por: João Livi
24/08/2026 às 08h36

Marechal Cândido Rondon tem muitas histórias especiais. Uma delas é vivida por três irmãs que chegaram ao mundo no mesmo dia, cresceram juntas e hoje dividem lembranças, brincadeiras, afinidades e diferenças próprias de quem nasceu trigêmea, mas constrói a própria personalidade todos os dias.

Maria Eduarda, Maria Laura e Maria Luisa, filhas de Daniele Wilhelms e Rodrigo Skrosk, nasceram em Marechal Cândido Rondon no dia 8 de março de 2012. Aos 14 anos, elas conversaram com a Revista Especiais sobre a rotina, os estudos, o esporte, a família, a fé e as curiosidades de serem conhecidas como as três Marias.

Em entrevista concedida à Revista Especiais - assista em nosso canal do YouTube -, as trigêmeas falaram com naturalidade sobre a convivência entre irmãs, as confusões feitas por quem troca seus nomes e as diferenças que ajudam a identificar cada uma.

Três irmãs, muitas histórias

Maria Eduarda foi a primeira a nascer. Maria Laura veio em seguida. Maria Luisa nasceu por último. Além das três, a família também tem outras duas filhas: Larissa e Júlia.

Apesar de serem trigêmeas, elas destacam que têm diferenças no jeito de ser, nos gostos e nas preferências. Mesmo assim, as confusões ainda acontecem com frequência.

Maria Laura contou que muitas vezes é chamada de Maria Luisa. Maria Luisa, por sua vez, é confundida com Maria Laura. Já Maria Eduarda afirmou que costuma ser chamada pelos nomes das duas irmãs.

Esporte faz parte da rotina

O esporte é uma das áreas em que as diferenças entre elas aparecem.

Maria Laura gosta de voleibol. Ela explica que escolheu a modalidade porque se sente feliz jogando. Ao falar das irmãs, demonstrou orgulho ao lembrar que Maria Eduarda e Maria Luisa conquistaram título no handebol.

Maria Eduarda e Maria Luisa preferem o handebol. Uma atua como central e a outra como armadora direita. Entre brincadeiras, elas reconheceram o talento uma da outra dentro da quadra.

Estudos e convivência

As três estão no 9º ano e estudam em turmas separadas. Até o ano passado, frequentavam o mesmo colégio.

Na entrevista, contaram que, quando estudavam juntas, os professores as separavam em sala. O motivo, segundo elas, não era apenas a possibilidade de troca de respostas, mas também a conversa constante entre as irmãs.

Mesmo tendo tempo para conversar em casa, elas admitiram que conversar na escola parecia mais divertido.

Personalidades diferentes

Na convivência entre as três, também há diferenças de comportamento. Maria Luisa foi apontada como a mais quieta. As outras duas falaram mais durante a conversa, mas também reconheceram que, quando Maria Luisa decide falar, ela participa.

Elas também brincaram sobre as alianças que surgem em discussões entre irmãs. Como são três, às vezes duas acabam se unindo em algum assunto contra a terceira.

A espontaneidade das respostas mostrou uma relação de intimidade, humor e companheirismo.

Gostos e preferências

Quando o assunto é comida, cada uma tem suas preferências.

Maria Luisa gosta de pipoca, chocolate branco e sorvete de morango. Maria Laura prefere estrogonofe, bala e sorvete de flocos. Maria Eduarda gosta de macarronada, chocolate e sorvete de chocolate.

Os gostos diferentes ajudam a mostrar que, apesar de dividirem uma história em comum desde o nascimento, cada uma constrói sua identidade.

Família e fé

Dentro de casa, elas convivem em uma família marcada pela presença feminina. São cinco irmãs, além da mãe.

Ao falar dos pais, as meninas destacaram que a mãe procura tratar todas de forma igual. Também comentaram, com humor, que dentro de casa ela é mais firme, enquanto fora de casa costuma ser mais calma.

A fé também aparece como parte importante da vida das três. Quando perguntadas sobre o significado de Deus, Maria Luisa respondeu “fé”; Maria Laura definiu como “Salvador”; e Maria Eduarda disse “importante”. Elas afirmaram que essa vivência vem tanto da igreja quanto da família.

Sonhos de infância

Aos 14 anos, elas ainda estão descobrindo caminhos para o futuro. Mesmo assim, lembraram profissões que já imaginaram seguir quando crianças.

Maria Laura chegou a pensar em ser bombeira. Maria Luisa pensava em ser dentista. Maria Eduarda queria ser policial.

Hoje, elas ainda não têm definições fechadas sobre a profissão, mas demonstram consciência de que escolhas futuras exigirão estudo, dedicação e amadurecimento.

Uma história acompanhada pela comunidade

A história das três Marias é também parte da memória afetiva de Marechal Cândido Rondon. Desde o nascimento, Maria Eduarda, Maria Laura e Maria Luisa despertaram atenção, carinho e torcida de familiares, amigos e da comunidade.

Hoje adolescentes, elas seguem construindo a própria trajetória com simplicidade, fé, esporte, estudos e convivência familiar.

A entrevista revelou não apenas a curiosidade de serem trigêmeas, mas principalmente a beleza de três meninas que compartilham a mesma origem, mas seguem desenvolvendo jeitos, sonhos e caminhos próprios.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários