A Saúde mental é um estado de bem-estar intrapessoal e interpessoal que permite que as pessoas lidem com os momentos da vida, desenvolvam suas habilidades, sejam capazes de aprender, de trabalhar adequadamente e contribuam para a melhoria de sua comunidade. É uma parte fundamental que sustenta nossa vida individual e coletiva de tomar decisões, estabelecer relacionamentos autênticos e moldar o mundo. É também um direito humano e um elemento essencial para o desenvolvimento pessoal, comunitário e socioeconômico. Muito mais do que apenas a ausência de doença. Ocorre em um processo complexo, que cada pessoa vivencia de uma maneira diferente, com graus variados de dificuldade e superação, e resultados clínicos que podem ser muito diferentes. As pessoas que sofrem têm maior probabilidade de apresentar níveis mais baixos de adaptação, embora isso não seja necessariamente sempre o caso.
O uso de substâncias psicoativas, no entanto, é altamente prevalente em todo o mundo e são causas importantes de morbidade, incapacidade e mortalidade prematura. No entanto, os recursos alocados pelos países para lidar com esse fardo são insuficientes, distribuídos de forma desigual e, às vezes, usados de forma ineficiente. Juntos, esses fatores levaram a uma lacuna de tratamento que, em muitos países, ultrapassa 70% de falta sobre atenção primária e secundária. O estigma, a exclusão social e a discriminação que cercam pessoas com transtornos mentais agravam a situação. Mundialmente, o custo médio com serviços de saúde mental é de 2,8% e os países de baixa renda utilizam cerca de 1,5% de seu orçamento em serviços de saúde mental, bem como os países de alta renda 5,1%. Em termos práticos, os serviços de cuidados e prevenção da saúde física e mental devem ser prestados de forma integrada e que a porcentagem da despesa atribuída aos serviços deveria ser proporcional. A depressão, sobretudo, os transtornos de humor continuam a ocupar a primeira posição entre os transtornos mentais mais diagnosticados no mundo, sendo duas vezes mais comum em mulheres do que em homens. Entre 10% e 15% das mulheres nos países industrializados e 20 a 40% das mulheres nos países em desenvolvimento sofrem de depressão.
Estes tipos de transtorno são muito comum, sério e que interfere no dia-a-dia de dormir, estudar, trabalhar, alimentar-se e aproveitar a vida. A causa passa muitas vezes por fatores genéticos, emocionais e sociais, e nem todas as pessoas apresentam os mesmos sintomas. A gravidade, frequência e duração variam dependendo de cada indivíduo e de sua condição específica. Estima-se que mais de 400 milhões pessoas no mundo, de todas as idades, sofram com esse adoecimento, sendo uma das principais causa de incapacidade em todos os sentidos. Outro aspecto importante são as diferentes flutuações usuais de temperamento e das respostas emocionais de curta duração ao desafios da vida cotidiana, especialmente quando de longa duração e com intensidade moderada ou grave, podendo se tornar um quadro crítico para condição de saúde integrativa.
Embora existam tratamentos eficazes conhecidos, menos da metade das pessoas afetadas no mundo (em muitos países, menos de 10%) recebe tratamentos adequado. Os obstáculos ao tratamento incluem a falta de recursos, a falta de profissionais adequados e o estigma social associado aos transtornos mentais. Outra barreira ao atendimento é a avaliação imprecisa. Em países de todos os níveis de renda, pessoas com transtornos de humor, frequentemente não são diagnosticadas corretamente e outras que não têm o transtorno são muitas vezes diagnosticadas de forma inadequada, com intervenções desnecessárias.
Entre os principais sintomas estão: dificuldades de realizar pequenos e grandes esforços no trabalho ou atividades em geral; tendência ao isolamento social; cansaço e fraqueza neurológica; falta de interesse e motivação; procrastinação das coisas e letargia; baixa autoestima e organização; falta de concentração; preocupações excessivas e inquietação. Os transtornos de humor são classificados em maior parte como recorrentes, depressivos e bipolar. Os recorrentes como diz o nome aparecem com frequência menos reduzidas e são considerados leves/moderados. Os depressivos são considerados moderados/graves, atingindo o sistema neurológico com disfunções químicas e fisiológicas. Os bipolar consiste num quadro grave/severo, envolvendo episódio de mania, euforia e muita irritação. As pessoas que passaram por traumas emocionais durante sua vida possuem prevalência no desenvolvimento da situação, necessitando de ajuda para harmonizar e superar o problema, com soluções comportamentais e medicamentos estabilizadores do humor. Os tratamentos individuais ou grupais têm muita eficiência quando realizados por especialistas e com práticas complementares.
Os antidepressivos são fármacos cuja atuação abrange grandes proporcionalidades do sistema neurológico, que podem ser utilizados para o tratamento de diversas patologias e seus efeitos. Sabe-se que a maioria destas enfermidades causam limitações e estão diretamente ligadas a qualidade de vida, assim se dá a importância de um diagnóstico terapêutico sistêmico, como observações clínicas de tolerância e adaptação ao tratamento das evoluções sintomatológicas.
O importante, sobretudo, é PREVENIR por meio de PROGRAMAS psico-educativos de Saúde Mental e Qualidade de Vida que possam evitar incidências, como diz a antiga frase: “Melhor prevenir que...” Sendo o custo maior abrangendo organizações, famílias e sociedade. Atualmente, a maioria ou quase todos os países desenvolvidos seguem nesta direção, com planejamento assistencial eficaz de apoio comunitário e técnicas “cognitivo-comportamentais” para lidar com questões emocionais e estimular o auto-conhecimento em grupos. Além disso, é também importante desenvolver estratégias “resolutivas” de conflitos internos e externos e o uso de medicamentos estabilizadores são usados para melhor distribuição de neurotransmissores no cérebro, como serotonina, dopamina e noradrenalina que, normalmente, estão diminuídos na depressão, causando a queda de humor e falta de energia, por exemplo.
As “TERAPIAS INTEGRATIVAS” como meditação pode melhorar muito os sintomas de ansiedade, autoconfiança e o bem-estar. Uma alimentação mais adequada ao biótipo e atividade física completam uma vida saudável. Por fim, o uso de novas tecnologias como neuromodulações por estimulação eletromagnética transcraciana de atividade cerebral, auxiliam na estabilização dos impulsos sinápticos e reduzem os agravos.
*Especialista em Psiquiatria e Saúde Mental - FAMART/MG
*Doutor em Saúde Humana Integrativa - UniEnsino/PR
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