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Unioeste recebe professora da Nova Zelândia para discutir produção de leite

Minicurso no campus de Marechal Cândido Rondon aproxima pesquisadores, pós-graduandos e experiências internacionais ligadas à cadeia leiteira

Por: João Livi
12/08/2026 às 17h22
Unioeste recebe professora da Nova Zelândia para discutir produção de leite
Professoras Maximiliane Zambon e Rachel Bryant participaram de atividade com acadêmicos da pós-graduação em Zootecnia da Unioeste, com tradução de Verônica, no campus de Marechal Cândido Rondon.

O curso de pós-graduação em Zootecnia da Unioeste, campus de Marechal Cândido Rondon, recebeu a professora Rachel Bryant, da Universidade de Lincoln, na Nova Zelândia, para um intercâmbio de conhecimento sobre sistemas de produção de leite, qualidade do leite e pesquisas aplicadas à cadeia leiteira.

Em entrevista concedida à Revista Especiais - assista em nosso canal do YouTube -, a professora Maximiliane Zambon explicou que a atividade faz parte de uma aproximação acadêmica entre pesquisadores da Unioeste e da Universidade de Lincoln. A entrevista também contou com a participação de Verônica, responsável pela tradução durante a conversa.

Segundo Maximiliane, Rachel Bryant ministrou um minicurso apresentando características do sistema neozelandês de produção de leite e aspectos relacionados à qualidade do produto naquele país.

Sistema leiteiro da Nova Zelândia

Durante a entrevista, Rachel explicou que a produção leiteira da Nova Zelândia tem forte relação com a integração entre solo, plantas e animais. A lógica de trabalho considera a fazenda como um sistema completo, em que diferentes elementos precisam funcionar de maneira conjunta.

A professora destacou que, na Nova Zelândia, os animais são alimentados predominantemente a pasto. Por isso, a produtividade individual por vaca tende a ser menor quando comparada a sistemas mais intensivos, mas o modelo se destaca pela eficiência, pelo baixo custo e pela organização produtiva.

De acordo com Rachel, as vacas neozelandesas produzem, em média, entre 3.500 e 5.500 litros de leite por ano, dependendo do sistema e das condições de produção.

Diferenças entre Brasil e Nova Zelândia

Ao comparar os dois países, Rachel ressaltou que Brasil e Nova Zelândia possuem ambientes bastante diferentes. As diferenças envolvem clima, economia, política, infraestrutura e condições de produção.

Por isso, a transferência direta de modelos exige cautela. Para a professora, é necessário compreender melhor cada realidade antes de aplicar experiências de um país no outro.

Apesar das diferenças, ela afirmou que existem desafios e valores semelhantes entre Brasil e Nova Zelândia, o que abre espaço para discussões, trocas de experiências e construção conjunta de soluções.

Pesquisa e cooperação acadêmica

A programação também incluiu uma tarde de conversa entre Rachel Bryant, professores e alunos de pós-graduação da Unioeste. O objetivo foi apresentar pesquisas desenvolvidas na Universidade de Lincoln e também os trabalhos realizados no campus de Marechal Cândido Rondon.

A partir dessa troca, a proposta é construir possibilidades de intercâmbio científico, aproximando grupos de pesquisa, professores e acadêmicos.

Maximiliane destacou que a intenção é envolver também os estudantes, possibilitando que acadêmicos brasileiros conheçam, futuramente, experiências desenvolvidas na Nova Zelândia.

Conhecimento para a cadeia leiteira

A presença da professora neozelandesa reforça a importância da internacionalização da pesquisa e da formação acadêmica ligada ao agronegócio.

Para os estudantes de pós-graduação, o contato com sistemas produtivos diferentes amplia a compreensão sobre manejo, qualidade do leite, eficiência produtiva e desafios da cadeia leiteira em contextos distintos.

A troca também permite que experiências brasileiras sejam apresentadas à Nova Zelândia, contribuindo para um diálogo bilateral entre realidades produtivas diferentes, mas conectadas pela pesquisa e pela busca por soluções.

Parceria pode avançar

Rachel avaliou positivamente a possibilidade de continuidade da parceria. Segundo ela, o Brasil demonstra pensamento avançado e entusiasmo para construir soluções em conjunto.

Para a professora, as diferentes perspectivas dos dois países ajudam a pensar problemas de forma mais ampla e podem contribuir para novos caminhos na produção leiteira e na pesquisa acadêmica.

Ao final, Rachel agradeceu a oportunidade de estar na Unioeste, conversar com os alunos e conhecer melhor os sistemas brasileiros de produção.

Formação com visão internacional

Maximiliane Zambon também agradeceu a presença da professora Rachel Bryant e destacou a importância da jornada acadêmica realizada no Brasil.

A visita abre caminho para novas aproximações entre a Unioeste e a Universidade de Lincoln, especialmente nas áreas de produção leiteira, qualidade do leite, sistemas de produção e formação de pesquisadores.

A atividade reforça o papel do campus de Marechal Cândido Rondon na produção científica voltada ao agronegócio e na formação de profissionais conectados a desafios internacionais da cadeia leiteira.

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