
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira tarifária amarela para o mês de agosto. Com isso, os consumidores de energia elétrica continuarão pagando custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
O patamar permanece o mesmo observado desde maio de 2026. Entre janeiro e abril, a bandeira tarifária havia ficado verde, período em que não há cobrança extra na conta de luz, em razão de condições mais favoráveis para a geração de energia no país.
A manutenção da bandeira amarela ocorre em um cenário de atenção no setor elétrico, diante da redução das chuvas em parte do território nacional e da perspectiva de condições climáticas menos favoráveis no segundo semestre.
As bandeiras tarifárias indicam as condições de geração de energia elétrica no país. Quando a produção fica mais cara, principalmente pela necessidade de acionamento de fontes mais custosas, há cobrança adicional ao consumidor.
Na bandeira amarela, o acréscimo é de R$ 1,885 a cada 100 kWh. Caso as condições piorem, podem ser acionadas bandeiras mais caras, como a vermelha patamar 1, que tem custo adicional de R$ 4,463 a cada 100 kWh consumidos.
No fim de maio, projeções prévias da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) chegaram a indicar possibilidade de bandeira vermelha patamar 1, diante da piora nas condições de geração.
A expectativa de atuação do El Niño no segundo semestre reforça a possibilidade de bandeiras tarifárias mais caras ao longo do ano. O fenômeno pode contribuir para aumento das temperaturas e redução das chuvas no Norte e no Nordeste do país.
Esse cenário tende a pressionar o sistema elétrico, pois afeta as condições hidrológicas e pode elevar o custo de produção de energia.
Além do risco hidrológico, outro fator acompanhado pelo setor é o Preço de Liquidação de Diferenças (PLD), referência utilizada no mercado de energia para o valor da energia produzida em determinado período.
A definição mensal da bandeira tarifária considera fatores como nível dos reservatórios, previsão de chuvas, custo de geração e necessidade de acionamento de fontes complementares.
Com a decisão da Aneel, a conta de luz de agosto continuará com cobrança adicional, mantendo o mesmo patamar aplicado nos meses anteriores.