
O secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Everton Luiz da Costa Souza, participou das comemorações dos 66 anos de Marechal Cândido Rondon e da Festa Nacional do Boi Assado no Rolete. Durante a visita ao município, ele destacou o crescimento regional, a força produtiva do Oeste e a necessidade de atenção ao retorno de animais silvestres em diferentes áreas do Paraná.
Em entrevista concedida à Revista Especiais - assista em nosso canal do YouTube -, Everton afirmou que Marechal Cândido Rondon representa uma cidade pujante, urbanizada e construída pelo trabalho de sua população.
Segundo ele, participar da Festa Nacional do Boi no Rolete é também reconhecer uma tradição que já soma 45 anos e atrai visitantes de toda a região.
Everton destacou que o Governo do Estado tem buscado apoiar festas municipais por meio de diferentes secretarias, entre elas a Secretaria de Turismo e a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável.
Segundo o secretário, eventos como a Festa Nacional do Boi no Rolete permitem que o Paraná valorize características próprias de cada região e mantenha proximidade com a população.
Ele afirmou que a programação rondonense expressa a identidade cultural do município e fortalece a presença regional de Marechal Cândido Rondon no calendário turístico do Estado.
Ao comentar a realidade do Oeste paranaense, Everton destacou a força da pecuária, da agroindústria e da verticalização da produção. Para ele, a região demonstra capacidade de transformar produção primária em produtos de maior valor agregado.
O secretário afirmou que o Paraná precisa avançar cada vez mais na industrialização da produção agropecuária. Segundo ele, o caminho é deixar de vender apenas grãos e ampliar a transformação em proteína animal, alimentos processados e produtos embalados.
Everton citou a presença de frigoríficos, cooperativas e investimentos particulares como parte de um ciclo econômico que contribui para posicionar o Paraná entre as principais economias do país.
Questionado sobre o retorno de animais silvestres às matas e áreas próximas de comunidades, Everton afirmou que a Secretaria está atenta ao movimento. Segundo ele, a presença de onças pardas e pintadas, inclusive em áreas próximas a regiões urbanas, indica que esses animais encontram condições de vida.
O secretário explicou que espécies no topo da cadeia alimentar tendem a aparecer com mais frequência quando há equilíbrio ambiental e disponibilidade de habitat e alimento.
Ao mesmo tempo, ele reconheceu que a presença desses animais pode gerar preocupação, especialmente entre produtores rurais e pecuaristas, quando há ataques a animais de criação.
Everton relacionou o aparecimento de animais silvestres ao modelo de sustentabilidade que, segundo ele, o Paraná tem buscado adotar. O secretário afirmou que o Estado vive crescimento econômico, ampliação da produção agropecuária e avanços em áreas como segurança, saúde, educação e infraestrutura, mas que esse desenvolvimento precisa caminhar junto com a proteção ambiental.
Ele também mencionou que o aumento da circulação de fauna silvestre tem reflexos nas rodovias, com registros de atropelamentos de animais.
Para o secretário, a melhoria da malha rodoviária e o crescimento regional devem ser acompanhados de políticas ambientais capazes de reduzir impactos e preservar a biodiversidade.
Everton também tratou da presença de javalis no Paraná. Segundo ele, a espécie representa um problema ambiental e produtivo, por causar danos a nascentes, lavouras e propriedades rurais.
O secretário afirmou que o javali é um animal de grande porte, forte e agressivo, por isso recomendou que a população não se aproxime desses animais.
Ele explicou que há dificuldades no processo de certificação de caçadores autorizados para o controle da espécie, pois a certificação é competência do Ibama, e não do Instituto Água e Terra, órgão ambiental estadual.
Para Everton, o Paraná precisa avançar em uma estratégia de erradicação do javali. Ele afirmou que a espécie causa prejuízos ambientais e econômicos, além de representar risco para produtores e moradores do meio rural.
Segundo o secretário, o controle precisa ser feito dentro das normas legais e com participação dos órgãos competentes.