
O vereador Coronel Welyngton Alves da Rosa confirmou que pretende colocar seu nome à disposição dos colegas para disputar a presidência da Câmara de Vereadores de Marechal Cândido Rondon no próximo biênio. A eleição da Mesa Diretiva deve ocorrer no fim do ano, antes do encerramento das atividades legislativas, conforme prevê o Regimento Interno.
Em entrevista, Welyngton afirmou que se sente preparado para assumir a função e destacou a experiência acumulada nos dois primeiros anos de mandato. Ele citou sua atuação na Comissão de Justiça, na Comissão de Finanças e na presidência do Conselho de Ética como pontos que reforçam sua disposição para buscar o comando do Legislativo.
“Eu vivo a Câmara de Vereadores 24 horas por dia. A minha ocupação hoje é ser vereador. Estou aqui direto. Por isso coloquei meu nome à disposição, porque acredito que o presidente da Câmara tem que viver a Câmara, vivenciar os trabalhos e atender os vereadores”, afirmou.
Aposentado da Polícia Militar, o vereador disse que tem disponibilidade para acompanhar de perto a rotina administrativa e legislativa da Casa. Para ele, a presidência não pode ser tratada como uma disputa meramente política.
“Isso aqui não pode ser uma aventura política. Não é brincar de ser presidente. Você está representando um poder e precisa ter dedicação”, declarou.
Welyngton também defendeu que a Câmara mantenha independência em relação ao Executivo. Segundo ele, o presidente do Legislativo precisa dialogar com o prefeito e o vice-prefeito, mas sem subserviência.
“O presidente da Câmara não pode ser subserviente ao prefeito. Tem que ser independente, e essa independência não pode ser só no papel. A Câmara tem a função de fiscalizar o Executivo, mas também precisa ter sensibilidade para não travar o município”, pontuou.
Equilíbrio partidário
O vereador citou ainda o equilíbrio partidário como um dos fatores que considera importantes para a próxima composição da Mesa Diretiva. Ele lembrou que o União Brasil possui atualmente a maior bancada da Câmara, com quatro vereadores, além de ter o vice-prefeito do município.
“Não desmerecendo os outros partidos, mas somos a maior bancada. A democracia precisa ter pluralidade. Quando um partido só manda em tudo, isso é muito ruim”, avaliou.
Outro ponto destacado por Welyngton foi a responsabilidade administrativa da presidência. Segundo ele, o orçamento da Câmara para o próximo ano está previsto em cerca de R$ 13 milhões, o que exige planejamento, controle de gastos e compromisso com a devolução de recursos ao Executivo ao fim do exercício.
Em fase de modernização
Ele também avaliou positivamente a atual gestão da Câmara, afirmando que o Legislativo avançou em modernização, estrutura interna e atualização de normas. Entre as ações citadas estão melhorias administrativas, aquisição de veículo, implantação de cisterna, revisão de valores de diárias e debates sobre vale-alimentação para secretários municipais, conselheiros tutelares e servidores PSS.
“A Câmara evoluiu muito nesses dois anos. Foi uma gestão produtiva, com modernização e coragem para enfrentar demandas antigas, sempre dentro da legalidade”, disse.
Ao comentar o papel do Legislativo, Welyngton reforçou que todos os grandes projetos do município passam pela Câmara, incluindo orçamento, remanejamentos e propostas de interesse da comunidade. Para ele, o próximo presidente terá a missão de fortalecer a imagem institucional da Casa e garantir que o Legislativo seja respeitado como poder independente.
“Quero uma Câmara respeitada, com papel fundamental na sociedade e no progresso da cidade”, afirmou.