
Um pintado de aproximadamente 18 quilos foi fisgado nesta sexta-feira (19) pelo pescador mercedense Jango Silva, na região do Arroio Guaçu, no Lago de Itaipu. O porte do peixe imediatamente chamou a atenção dos praticantes da pesca no município.
Na bacia do Rio Paraná, o nome pintado é normalmente associado ao Pseudoplatystoma corruscans, peixe de couro reconhecido pelas manchas escuras espalhadas pelo corpo. Predadora, a espécie ocupa rios, canais e áreas profundas, podendo alcançar dimensões superiores a 1,5 metro.
Não foi informado o comprimento do exemplar capturado por Jango. Também não houve homologação que permita classificá-lo como recorde municipal ou regional. Ainda assim, o peso aproximado de 18 quilos representa uma captura expressiva para a pesca de lazer no reservatório.
Outro pintado mediu 1,5 metro
A captura não é o primeiro registro recente de um pintado de grande porte nas águas de Mercedes. Outrora outro pescador já havia fisgado um exemplar com aproximadamente 1,5 metro no Lago de Itaipu.
Como os registros apresentam medidas diferentes, não é possível estabelecer uma comparação direta. O peixe capturado anteriormente foi divulgado pelo comprimento, enquanto o exemplar fisgado nesta sexta-feira teve somente o peso informado.
A recorrência de capturas desse porte indica que o reservatório mantém exemplares adultos da espécie. O Lago de Itaipu reúne braços, canais, tributários e áreas profundas que abrigam diferentes espécies de peixes.
Entre os grandes peixes brasileiros
O pintado está entre os maiores peixes de couro encontrados nas águas continentais brasileiras. Exemplares de grande porte também são registrados nas bacias dos rios Paraná, Paraguai e São Francisco.
Para que uma captura seja reconhecida oficialmente como recorde, são necessários procedimentos como pesagem em equipamento aferido, medição, identificação correta da espécie e documentação das circunstâncias da pescaria.
Sem essa homologação, o pintado de 18 quilos passa a integrar os registros informais das grandes capturas realizadas na região de Mercedes. O exemplar também renova a expectativa sobre o tamanho dos peixes que ainda podem habitar as águas do Lago de Itaipu.