
O Circuito Caminhos do Paraná completa cerca de um ano de atividades com o objetivo de percorrer municípios paranaenses e valorizar a identidade, os atrativos e a cultura de cada localidade. Coordenado por Alexandre Boff, o projeto reúne campistas, trailers, motorhomes e veículos adaptados em uma rota que busca aproximar moradores, escolas e visitantes do turismo sobre rodas.
Em entrevista ao portal da Revista Especiais, Alexandre explicou que a iniciativa começou sem a dimensão que alcançaria em pouco tempo. No ano passado, o grupo passou por 50 cidades. Em 2026, já foram mais 26 municípios visitados, dentro de um planejamento que pretende alcançar os 399 municípios do Paraná.
Segundo ele, o principal objetivo é mostrar à população quem são os campistas e como funciona esse modo de viajar, viver a estrada e conhecer o Estado. A interação com crianças, especialmente quando escolas visitam o circuito, é um dos pontos mais valorizados pelo coordenador.
Alexandre destaca que o contato com as crianças é uma das experiências mais marcantes do projeto. Durante as visitas aos municípios, o grupo recebe estudantes e moradores, apresenta os veículos e compartilha a vivência de quem percorre estradas em trailers, motorhomes e carros adaptados.
Para ele, essa aproximação ajuda a despertar curiosidade, conhecimento e valorização pelo turismo. O projeto também permite que moradores conheçam uma forma diferente de viajar e percebam o potencial turístico das próprias cidades.
“A gente consegue receber a criança e fazer sentir o que a gente sente nas estradas, fazendo o turismo crescer. Isso é muito importante”, afirmou Alexandre.
A ligação de Alexandre Boff com o campismo começou ainda na infância. Ele conta que é campista desde 1976, quando tinha cerca de oito anos de idade e acompanhava o pai em viagens de barraca, em uma época sem a estrutura e o conforto disponíveis atualmente.
Essa trajetória pessoal motivou a criação de um projeto voltado a mostrar o Paraná de maneira direta, passando por cidades de diferentes portes, regiões e realidades. Para Alexandre, conhecer o Estado em profundidade antes de aceitar convites para outros lugares é uma prioridade.
Ele afirma que já recebeu convites de outros estados, mas pretende primeiro concluir o roteiro paranaense. “Até não acabar o Paraná, eu não vou fazer menção a outros”, disse.
A proposta do Circuito Caminhos do Paraná é chegar aos 399 municípios do Estado. Alexandre reconhece que a meta não pode ser cumprida em apenas um ano, mas acredita que o projeto deverá levar cerca de mais quatro anos para completar todo o percurso.
A cada etapa, o grupo organiza rotas por regiões, permanece alguns dias em determinadas localidades e segue para novos municípios. O formato permite conhecer atrativos turísticos, espaços públicos, cultura local e características de cada comunidade visitada.
Na Costa Oeste, o roteiro começou no dia 12, em Foz do Iguaçu, e será concluído no domingo, dia 22, em Terra Roxa. Ao longo de 10 dias, o circuito passa por cidades da região, com paradas programadas e contato com a população.
Alexandre define o grupo como uma união de amigos. Embora o projeto tenha exigido a formalização de uma empresa, chamada Circuito Caminhos do Paraná, cada participante custeia suas próprias despesas.
A convivência na estrada é marcada por momentos comunitários. O café da manhã, por exemplo, é feito em conjunto todos os dias. Segundo Alexandre, a decisão de reunir todos nesse momento ajuda a fortalecer o sentimento de família entre os integrantes.
O grupo também realiza uma oração diária e mantém conversas coletivas antes de seguir viagem. No fim de cada tarde, é encaminhada uma mensagem de agradecimento à prefeitura da cidade visitada, junto com uma lembrança da passagem do circuito pelo município.
Para Alexandre, a passagem por cada cidade precisa ir além de uma simples visita. O objetivo é conhecer o que cada local oferece, compreender seus atrativos e registrar a identidade da comunidade.
Em Marechal Cândido Rondon, ele citou o Parque Germânico como um dos pontos que pretende visitar e destacou a importância de mostrar lugares, histórias e características de cada município.
A impressão sobre a região Oeste e a Costa Oeste foi avaliada de forma positiva. Alexandre ressaltou a cultura, o trabalho, os lugares e a receptividade das pessoas como marcas fortes das cidades visitadas.
O Circuito Caminhos do Paraná não é um clube nem uma associação tradicional. Segundo Alexandre, o projeto funciona como uma união de amigos, com organização própria e número controlado de participantes.
O grupo costuma trabalhar com limite entre 20 e 25 veículos, para conseguir se adequar tanto a cidades maiores quanto a pequenos municípios. Em localidades com pouca estrutura, os veículos são posicionados em espaços centrais, próximos de onde a população circula.
Pessoas interessadas em participar podem entrar em contato com o circuito. Os nomes passam por análise e, quando surgem vagas, novos integrantes podem ser incluídos no grupo.
Mesmo com convites para levar o projeto a outros estados, Alexandre reforça que a prioridade é concluir o roteiro paranaense. Para ele, o Estado reúne diversidade cultural, belas paisagens, comunidades acolhedoras e potencial turístico a ser conhecido e divulgado.
O coordenador avalia que cada região visitada revela novas experiências e confirma a importância do projeto para fortalecer o turismo interno. A passagem pela Costa Oeste integra mais uma etapa desse percurso.
O Circuito Caminhos do Paraná segue sua rota regional até o dia 22, quando encerra a etapa em Terra Roxa.