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Presidente do Clube Concórdia detalha venda da sede social

Diretoria eleita em Assembleia Geral Extraordinária foi autorizada a conduzir a venda integral do imóvel de 10 mil metros quadrados, localizado no centro de Marechal Cândido Rondon

Por: João Livi
15/06/2026 às 17h41 Atualizada em 15/06/2026 às 18h06
Presidente do Clube Concórdia detalha venda da sede social
Presidente eleito do Clube Concórdia, Evandro Wohlemberg, explica os encaminhamentos para a venda da área da sede social.

A nova diretoria do Clube Concórdia dará sequência ao processo de venda da área onde está localizada a sede social da entidade, em Marechal Cândido Rondon. A decisão foi encaminhada após Assembleia Geral Extraordinária realizada na sexta-feira (12), quando os associados autorizaram a diretoria a conduzir a negociação do imóvel.

A área possui aproximadamente 10 mil metros quadrados e está localizada na região central do município. Conforme o presidente eleito da diretoria, Evandro Wohlemberg, a intenção é vender o imóvel de forma integral, e não em terrenos separados, para agilizar o processo e permitir a quitação das dívidas existentes.

Segundo ele, o Clube Concórdia chegou a uma situação financeira que impede a manutenção da estrutura atual. A venda da área é apontada como alternativa para liquidar débitos e possibilitar a continuidade da entidade em outro formato, mais compatível com a realidade atual do quadro social.

Venda integral busca agilizar solução

Evandro explicou que a opção pela venda da área completa ocorre em razão da urgência financeira e da complexidade que envolveria a comercialização terreno por terreno. Segundo ele, uma venda fracionada poderia demandar mais tempo e ampliar as dificuldades da entidade.

“A gente está optando pela venda da área integral porque, se for vender terreno por terreno, vai dar muito mais trabalho e levar muito mais tempo. Pela questão das dívidas em andamento, nós não temos todo esse tempo”, afirmou.

A expectativa é que, com a venda, o clube consiga quitar os débitos pendentes e manter recursos em caixa para definir uma nova etapa de funcionamento.

Dívidas envolvem principalmente tributos

De acordo com o presidente eleito, as dívidas atuais do Clube Concórdia estão concentradas principalmente em tributos municipais, como IPTU. Ele explicou que débitos antigos com empresas e funcionários já foram quitados em períodos anteriores.

Ainda há, segundo Evandro, pequenas pendências com o Governo Federal, mas o principal passivo está relacionado ao município. A venda do patrimônio é vista como caminho para regularizar essas obrigações e permitir que a entidade volte a planejar seu futuro.

Após o pagamento das dívidas, eventual saldo remanescente deverá ser destinado à construção de uma nova sede, mais enxuta, ou à busca de uma parceria ou fusão com outra entidade do município.

Clube já teve mais de mil associados

Durante a entrevista, Evandro lembrou que o Clube Concórdia viveu períodos de grande movimentação social. Segundo ele, nos anos de maior participação, a entidade chegou a reunir mais de mil associados. Em anos mais recentes, o quadro girava em torno de 400 a 500 associados.

Atualmente, após processo de recadastramento, menos de 50 associados manifestaram interesse em manter vínculo e participar da continuidade do clube. Para o presidente eleito, a queda está relacionada à falta de atrativos, ao encerramento das atividades regulares e à ausência de contrapartida aos sócios.

“Quando aparece um problema, ficam poucas pessoas para tentar resolver e sanar a situação”, afirmou Evandro, ao avaliar o cenário atual da entidade.

Prazo de 30 dias para interessados

A partir desta segunda-feira, dia 15 de junho, inicia-se oficialmente o prazo de 30 dias para que interessados apresentem propostas de compra da área. Empresários, investidores ou grupos interessados devem formalizar a proposta por escrito.

As manifestações de interesse deverão ser encaminhadas ao escritório do advogado Valmor Mergener, contratado pela diretoria para acompanhar juridicamente o processo. O escritório será responsável por receber as propostas e dar suporte à negociação.

Evandro destacou que já havia tratativas anteriores sobre a possibilidade de venda, mas que agora o processo passa a ter prazo formal definido pela diretoria.

Valor mínimo estimado é de R$ 5 milhões

Conforme o presidente eleito, o valor mínimo médio estipulado para a área gira em torno de R$ 5 milhões. A definição final, contudo, dependerá das propostas apresentadas dentro do prazo estabelecido.

A diretoria deverá avaliar as ofertas recebidas e negociar com base na melhor proposta. A intenção é conduzir o processo com segurança jurídica e transparência, considerando a autorização dada pelos associados em assembleia.

Interessados na compra da área podem procurar a diretoria do Clube Concórdia ou o escritório do advogado Valmor Mergener dentro do prazo de 30 dias.

Continuidade dependerá dos próximos passos

A venda da área não significa, necessariamente, o encerramento do Clube Concórdia. Segundo Evandro, a proposta é quitar as dívidas e, com eventual saldo, buscar alternativas para a continuidade da entidade em uma estrutura menor ou por meio de parceria com outro clube.

O futuro do Clube Concórdia dependerá das propostas recebidas, da conclusão do processo de venda e das decisões que serão tomadas pela diretoria e pelos associados nas próximas etapas.

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