
A Embio Tecnologia completa 10 anos de atuação em 2026, consolidando uma trajetória marcada pela inovação, pesquisa e desenvolvimento de soluções voltadas ao manejo de dejetos, à melhoria da ambiência nas propriedades rurais e à sustentabilidade no campo.
Fundada em maio de 2016, em Marechal Cândido Rondon, a empresa nasceu de um projeto familiar dos irmãos Adair Schumacher e Gilberto Schumacher, a partir da percepção de uma necessidade concreta nas propriedades de produção animal: encontrar alternativas mais eficientes para o tratamento de dejetos, redução de odores, controle de moscas e melhoria da qualidade do ambiente de trabalho e criação.
Segundo Adair Schumacher, sócio da Embio, a empresa surgiu da observação direta de uma demanda que o campo já apresentava.
“Tudo surge de uma necessidade. A Embio não foi diferente. Ela enxergou uma necessidade que o campo estava buscando, que era encontrar uma saída para o que fazer com os dejetos e como melhorar a ambiência dentro das granjas”, afirma.
Antes da criação da Embio, os irmãos já atuavam na indústria por meio da Schumacher, empresa com trajetória no desenvolvimento de produtos voltados especialmente ao setor de ônibus. A migração para o agronegócio, porém, foi resultado da soma de experiências, conhecimento técnico e oportunidade.
Adair explica que a presença de Patrícia, filha de Gilberto, já formada e atuante no segmento, contribuiu para o entendimento das demandas do campo. Além disso, a estrutura industrial da família permitiu unir duas frentes necessárias ao desenvolvimento das soluções: a parte biológica e a parte mecânica.
“O tratamento como um todo, essa melhora da ambiência, necessita da parte biológica e da parte mecânica. A indústria Schumacher tinha facilidade para desenvolver essa parte por possuir um parque fabril que também atendia essa necessidade. Conseguimos contemplar as duas partes técnicas e dar o primeiro passo”, relata.
A empresa começou com uma equipe pequena, formada por quatro pessoas. Ao longo da década, cresceu mantendo o foco em pesquisa, eficiência e adaptação das soluções à realidade de cada propriedade.
Para Adair, uma das principais mudanças internas da Embio nesses 10 anos foi o fortalecimento da pesquisa. A empresa passou a investir continuamente no desenvolvimento de novos produtos, na melhoria das formulações já existentes, na eficiência das soluções e na padronização dos processos produtivos.
“O que mais mudou dentro da Embio foi o investimento em pesquisa. Hoje a empresa pesquisa muito, trabalha em novos produtos e na melhoria dos que já estão em produção, tanto na eficiência quanto na capacidade produtiva, garantindo que o produto seja sempre o mesmo, do primeiro ao último lote”, destaca.
No campo, o desafio está em compreender que cada propriedade tem características próprias. O produto pode seguir uma formulação padronizada, mas o manejo, a dosagem e a aplicação precisam respeitar as condições específicas de cada granja ou sistema produtivo.
“Toda equipe tem um dizer: não existem duas propriedades iguais. O produto da Embio tem sua formulação, mas o manejo, a dosagem e a aplicação precisam de estudo. O que mais mudou foi melhorar os processos internos adaptados à necessidade de cada propriedade”, afirma.
As soluções da Embio atuam em diferentes etapas do manejo dentro das propriedades, especialmente nas cadeias de suínos e bovinos de leite.
Dentro das granjas, os produtos contribuem para reduzir a formação de gases, especialmente a amônia, diminuir odores, controlar a multiplicação de moscas e melhorar a qualidade do ar para os animais e trabalhadores.
Adair explica que a amônia é um gás agressivo, que pode causar irritação nos olhos e desconforto respiratório. A presença de moscas, por sua vez, representa risco sanitário, pela capacidade de transmitir agentes de um animal para outro.
“Esses produtos são destinados para dentro do ambiente e vêm com essa finalidade: controlar a multiplicação de moscas, patógenos e reduzir a formação de amônia para que o ambiente fique mais agradável”, explica.
Fora das instalações, nas esterqueiras e lagoas, os produtos auxiliam na degradação da matéria orgânica, na homogeneização dos dejetos e na transformação desse material em biofertilizante com melhor condição de uso no solo.
“Você consegue fazer o esvaziamento da lagoa tendo um material totalmente homogêneo, desde a primeira camada até a última. Você não tem simplesmente um esterco. Tem um biofertilizante, com minerais já disponíveis para ser mais rapidamente absorvido no campo”, ressalta.
A visão da Embio é tratar os dejetos não como descarte, mas como um subproduto com potencial de retorno econômico e ambiental para a propriedade.
Adair compara a lógica produtiva ao aproveitamento da ração que não foi convertida em proteína animal. Parte dos nutrientes consumidos pelos animais permanece nos dejetos e pode retornar ao solo por meio do biofertilizante.
“O esterco é a ração cara que já foi paga. Uma vez esse esterco sendo tratado como um produto ou subproduto que pode ter valor agregado, ele volta para o campo, melhora a pastagem, melhora a fertilidade do solo e pode novamente gerar proteína”, afirma.
Segundo ele, esse processo contribui para melhorar a conversão final da propriedade, reduzindo perdas e ampliando o aproveitamento dos recursos já disponíveis dentro do sistema produtivo.
A atuação da Embio também está ligada a temas cada vez mais presentes no agronegócio, como sustentabilidade, bem-estar animal, exigências sanitárias, produtividade e qualidade de vida no campo.
Adair destaca que a empresa não olha apenas para o animal, mas também para as pessoas que trabalham diariamente nas propriedades.
“A Embio se preocupa muito com o bem-estar das pessoas que trabalham lá. Uma coisa é visitar uma propriedade. Outra é trabalhar dentro dela. Melhorar a qualidade do ar e as condições de trabalho é um fator importante”, afirma.
Com a redução de odores, moscas e gases, o ambiente se torna mais adequado para os trabalhadores, para os animais e para a convivência com propriedades vizinhas.
Além disso, o manejo adequado dos dejetos pode contribuir para a redução de medicamentos, melhoria da conversão alimentar, diminuição de doenças e menor dependência de alguns fertilizantes químicos, conforme o uso agronômico do biofertilizante.
“O ganho tende a estar em todas as áreas: humana, animal e agrícola. É muito gostoso ver uma propriedade que começa a usar e perceber que quem faz o manejo entende os benefícios que esse conjunto de ações trouxe”, comenta.
Para marcar a primeira década de atuação, a Embio realiza nesta terça-feira, dia 2 de junho, um evento comemorativo em parceria com a Sicredi Aliança PR/SP. A programação será voltada ao produtor rural e à comunidade, com palestra dos comunicadores Sérgio Mendes e Rose Machado, da RIC Rural.
Adair destaca que a parceria com a Sicredi surgiu de forma natural, pela proximidade das duas instituições com o agronegócio e pelo interesse comum em levar informação ao produtor.
“A Sicredi tem um evento direcionado ao homem do campo, e a Embio também decidiu fazer o seu momento de comemoração. Juntamos os dois eventos. Foi uma parceria muito boa. Eles não são simplesmente parceiros, estão juntos mesmo, com ideias, incentivo e participação”, afirma.
Segundo ele, o encontro também representa uma forma de agradecer à comunidade pela acolhida ao longo dos 10 anos de trajetória da empresa.
Ao projetar o futuro da Embio, Adair afirma que a empresa seguirá firme no investimento em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologias voltadas à qualidade de vida no campo.
Segundo ele, o desafio é continuar identificando novas demandas, compreendendo as mudanças nos sistemas produtivos e oferecendo soluções com eficiência, segurança e profissionalismo.
“A Embio não vai ceder no que diz respeito à pesquisa. É identificar outros problemas, outras dores e trabalhar para desenvolver produtos maduros, eficientes, com bom custo-benefício e que entreguem aquilo que prometem”, destaca.
Adair reforça que um dos lemas da empresa é desenvolver tecnologia a favor da qualidade de vida.
“Se traz qualidade de vida, estamos juntos. Isso nos emociona e nos faz estar dentro do projeto. Também está muito claro para toda a equipe da Embio: não parar a pesquisa de forma alguma”, afirma.
Para ele, a própria propriedade rural é parte fundamental desse processo de evolução, não como ambiente de teste sem preparo, mas como espaço de acompanhamento técnico, observação e melhoria contínua.
“Quando um produto vai para o mercado, é preciso identificar como ele se comporta na mudança de temperatura, na alteração da ração, nas variáveis de cada propriedade. Isso é pesquisa. Não existe receita pronta. É o olhar do técnico sobre cada necessidade”, explica.
Ao avaliar a primeira década da Embio, Adair Schumacher destaca o reconhecimento à comunidade, à Sicredi, aos parceiros e à equipe da empresa.
Ele afirma que a Embio mantém sua missão voltada à apresentação de soluções capazes de gerar retorno financeiro, mas também bem-estar, sustentabilidade e melhor aproveitamento dos recursos no campo.
“Tudo que a gente possa contribuir para que, lá na ponta, a pessoa consiga extrair o máximo da propriedade dela é gratificante. Isso é sustentabilidade, isso é economia circular. Conseguimos fazer uma pequena parte e isso já ser reconhecido é bastante importante”, conclui.