
Os cooperados da Castrolanda aprovaram, em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada na tarde de quarta-feira, dia 27, no Moinho Castrolanda, a participação da cooperativa no projeto de intercooperação para aquisição da planta esmagadora de soja localizada em Ponta Grossa, no Paraná.
A operação envolve a compra do complexo industrial pertencente à Louis Dreyfus Company (LDC), em iniciativa liderada pela Frísia e integrada por outras seis cooperativas paranaenses. A unidade possui capacidade de processamento de cerca de 3,4 mil toneladas de soja por dia.
A aprovação marca um novo passo na estratégia da Castrolanda de ampliar sua atuação industrial, agregar valor à produção dos cooperados e fortalecer a presença em cadeias ligadas ao farelo, óleo, alimentação animal, biodiesel e exportação.
Para o presidente da Castrolanda, Willem Bouwman, a participação no empreendimento representa uma decisão estratégica para o futuro da cooperativa.
“É uma indústria já existente, em pleno funcionamento, e entendemos estrategicamente que é importante participar desse projeto. Para a sustentabilidade da Castrolanda, é fundamental avançarmos em projetos industriais, buscando não ficar apenas na atividade primária, mas também na industrialização”, destaca.
Segundo Bouwman, além de ampliar o conhecimento da cooperativa sobre o mercado de esmagamento de soja, fabricação de farelo e óleo, a iniciativa cria novas possibilidades aos cooperados.
“Nós entendemos que para o associado haverá benefícios indiretos, porque teremos mais uma ferramenta para agregar valor ao produto e ampliar nossa presença nesse mercado”, afirma.
O diretor executivo da Castrolanda, Seung Lee, explica que a aquisição reforça a estratégia de crescimento da cooperativa por meio da intercooperação, especialmente em negócios que exigem grande escala operacional.
“O agronegócio é um negócio de escala. Em investimentos como uma esmagadora de soja, se você não tem escala, não é competitivo. Entrando dentro de uma intercooperação, nós já entramos competitivos, e isso faz toda a diferença”, ressalta.
A planta será voltada ao processamento da soja para produção, principalmente, de farelo utilizado na alimentação animal e óleo destinado aos mercados alimentício e de biodiesel.
Segundo Lee, o principal benefício ao cooperado é a ampliação das alternativas de comercialização e o fortalecimento da competitividade.
“Hoje, essa planta já é uma importante compradora da soja na nossa região e, agora com a participação das cooperativas, o negócio passa também a integrar o ato cooperado”, explica.
As tratativas para aquisição da planta tiveram início em 2023, conduzidas inicialmente pela Frísia junto à LDC. A Castrolanda passou a integrar as negociações em fevereiro de 2025, após estudos de viabilidade realizados pelas cooperativas envolvidas.
Para o gerente de Operações de Mercado da Castrolanda, Maicon Nascimento, a entrada no segmento de esmagamento de soja fortalece pilares estratégicos para o futuro da cooperativa e dos associados.
“A entrada no segmento de esmagamento de soja permite à Castrolanda avançar na agregação de valor à produção dos cooperados. Além da comercialização do grão, ampliamos nossa participação em etapas industriais de maior valor agregado, como farelo e óleo, fortalecendo nossa presença em cadeias estratégicas ligadas à proteína animal, energia e exportação”, destaca.
A participação no projeto amplia a atuação da Castrolanda em uma etapa industrial relevante da cadeia da soja. Com isso, a cooperativa deixa de atuar apenas na comercialização do grão e passa a participar também do processamento, agregando valor à matéria-prima produzida pelos cooperados.
O farelo de soja tem papel central na alimentação animal, especialmente nas cadeias de proteína, enquanto o óleo atende tanto ao mercado alimentício quanto à produção de biodiesel. Dessa forma, a operação conecta a produção agrícola a mercados estratégicos e de maior valor agregado.
Maicon Nascimento ressalta que projetos industriais de grande porte exigem escala, eficiência e integração.
“Essa operação reforça o conceito de intercooperação e cria oportunidades para toda a cadeia produtiva, trazendo mais competitividade, diversificação e sustentabilidade para o cooperativismo”, afirma.
A aprovação do investimento evidencia a força da intercooperação como estratégia para viabilizar projetos industriais de grande porte. Ao unir cooperativas em torno de uma mesma operação, o modelo permite dividir riscos, ampliar escala, fortalecer a capacidade de negociação e criar novas oportunidades aos associados.
Para a Castrolanda, o ingresso na esmagadora de soja em Ponta Grossa representa uma ampliação da presença no setor agroindustrial e reforça o compromisso com crescimento sustentável, diversificação de negócios e geração de valor aos cooperados.