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Projeto alerta famílias sobre os impactos do uso excessivo de telas na infância

Iniciativa “Ei, psiu! Eu estou aqui!” propõe reflexão urgente sobre presença, vínculos, brincadeiras e desenvolvimento saudável das crianças

Por: João Livi Fonte: Assessoria
27/05/2026 às 14h25
Projeto alerta famílias sobre os impactos do uso excessivo de telas na infância
Projeto “Ei, psiu! Eu estou aqui!” promove reflexão sobre o uso excessivo de telas e valoriza brincadeiras, convivência e vínculos afetivos na infância. (Foto: Divulgação)

Em uma realidade marcada pela presença cada vez mais intensa de celulares, tablets, televisores e outros dispositivos eletrônicos no cotidiano infantil, a Rede Municipal de Ensino de Marechal Cândido Rondon desenvolve o projeto “Ei, psiu! Eu estou aqui!”, uma iniciativa necessária e de grande relevância para o cuidado com a infância.

A proposta é conduzida por integrantes da Equipe Multidisciplinar da Secretaria Municipal de Educação e busca conscientizar alunos, famílias e professores sobre os impactos do uso excessivo de telas no neurodesenvolvimento das crianças.

Mais do que tratar de tecnologia, o projeto chama atenção para algo essencial: a necessidade de presença, escuta, diálogo, convivência, brincadeiras e vínculos afetivos na formação das crianças.

Um alerta para famílias e escolas

O avanço das tecnologias digitais trouxe facilidades, acesso à informação e novas formas de comunicação. No entanto, quando o uso das telas passa a ocupar espaço excessivo na rotina infantil, pode comprometer experiências fundamentais para o desenvolvimento emocional, cognitivo, social e relacional.

O projeto “Ei, psiu! Eu estou aqui!” nasce justamente como um chamado à reflexão. A iniciativa não propõe uma rejeição à tecnologia, mas defende o equilíbrio entre o uso dos recursos digitais e as vivências presenciais que fazem parte de uma infância saudável.

O objetivo principal é favorecer o desenvolvimento integral das crianças por meio de experiências offline significativas, fortalecendo os vínculos familiares e escolares.

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Brincar também é desenvolver

Entre as metas do projeto estão o resgate das brincadeiras tradicionais, o incentivo às interações presenciais e o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, como empatia, autorregulação e expressão de sentimentos.

Esses elementos são fundamentais na infância. É no brincar, na conversa, no contato com outras crianças, na relação com os adultos e nas experiências concretas do dia a dia que a criança desenvolve linguagem, criatividade, autonomia, coordenação, imaginação e capacidade de convivência.

Por isso, a proposta reforça que a tela não deve substituir o afeto, a escuta, o olhar atento e o tempo compartilhado entre pais, filhos, professores e colegas.

Famílias também são orientadas

O projeto também tem foco direto nas famílias. Pais e responsáveis são convidados a refletir sobre os hábitos digitais dentro de casa e a buscar estratégias práticas para equilibrar o uso da tecnologia no ambiente familiar.

A conscientização envolve orientações sobre os impactos do excesso de telas no desenvolvimento infantil e sobre a importância de criar momentos de convivência fora do ambiente digital.

Mais do que controlar horários, a iniciativa propõe ampliar as conexões humanas. A mensagem central é clara: crianças precisam ser vistas, ouvidas, acolhidas e estimuladas em experiências reais.

Atividades lúdicas e participativas

As ações são desenvolvidas de forma lúdica e participativa, envolvendo alunos, famílias e equipes escolares em diferentes vivências.

Entre as atividades realizadas estão contação de histórias, oficinas socioemocionais, dinâmicas vivenciais, produção textual, expressão artística, rodas de conversa com pais e responsáveis, brincadeiras tradicionais e vivências familiares offline.

A metodologia permite que o tema seja trabalhado de maneira sensível, acessível e adequada ao universo infantil, sem alarmismo, mas com a seriedade que o assunto exige.

Presença no lugar da ausência

O nome do projeto - “Ei, psiu! Eu estou aqui!” - sintetiza o apelo silencioso de muitas crianças em meio à rotina acelerada dos adultos e ao uso constante dos dispositivos digitais.

A iniciativa propõe um olhar mais atento para a infância. Em vez de apenas discutir limites de tempo diante das telas, o projeto convida a sociedade a refletir sobre a qualidade das relações, o tempo dedicado às crianças e a importância da presença real nas interações cotidianas.

Em um tempo em que muitas relações passam a ser mediadas por telas, a escola assume papel importante ao provocar esse debate e fortalecer a parceria com as famílias.

Equipe responsável

O projeto é desenvolvido por integrantes da equipe multidisciplinar da educação: a psicopedagoga Eliaane Grisa, a assistente social Débora Gerke e a psicóloga escolar Raquel Volpato.

A atuação conjunta das profissionais permite uma abordagem ampla, considerando aspectos pedagógicos, sociais, emocionais e psicológicos relacionados ao desenvolvimento infantil.

Por meio da ação, a Rede Municipal de Ensino reafirma seu compromisso com a promoção de uma infância mais saudável, afetiva, participativa e conectada à vida real.

Mais do que uma campanha educativa, “Ei, psiu! Eu estou aqui!” é um convite urgente para que famílias, escolas e comunidade voltem o olhar às crianças e compreendam que presença, afeto e convivência continuam sendo insubstituíveis.

 

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