
As universidades estaduais do Paraná passam a contar com 382 vagas anuais em cursos de Medicina, consolidando a rede pública estadual como uma das principais estruturas de formação médica do país. O avanço ocorre com a autorização do curso de Medicina da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), em Apucarana, anunciada nesta sexta-feira (8) pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior.
O novo curso terá 40 vagas anuais e se soma a outras 40 vagas autorizadas em dezembro do ano passado para a Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). Com isso, as sete universidades estaduais passam a integrar a oferta pública de formação médica no Estado.
Atualmente, 1.812 estudantes estão matriculados em cursos de Medicina nas universidades estaduais do Paraná. A projeção é que esse número chegue a aproximadamente 2.300 alunos a partir de 2033, crescimento estimado em 30%.
As vagas estão distribuídas pelas universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM), Ponta Grossa (UEPG), Oeste do Paraná (Unioeste) e Centro-Oeste (Unicentro), além das novas ofertas da UENP e da Unespar.
Segundo o governador Ratinho Junior, a ampliação atende a uma demanda crescente da sociedade e de municípios do interior.
“Estamos ampliando a oferta para mais regiões estratégicas e levando ensino qualificado para nossos jovens. As universidades estaduais do Paraná têm excelência reconhecida e ajudam a formar grandes profissionais para atender cada vez melhor a nossa população”, afirmou.
A medida também fortalece a estratégia de interiorização da formação médica, ampliando o acesso à graduação em regiões que reivindicavam novas vagas e cursos na área da saúde.
A formação médica oferecida pela rede pública estadual paranaense foi recentemente reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), na primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed).
A Unicentro, que formou sua primeira turma em 2025, alcançou o 6º lugar no Brasil e o 1º lugar na Região Sul. No exame, 97,5% dos alunos da universidade tiveram desempenho acima do nível máximo exigido, resultado que garantiu conceito 5 ao curso.
A UEPG e a UEM também conquistaram conceito 5, com 92,5% e 90% dos concluintes acima da proficiência, respectivamente. A UEL e a Unioeste obtiveram conceito 4.
Na Unioeste, os resultados do Enamed apontaram 83,3% de aprovação no campus de Francisco Beltrão e 89,1% no campus de Cascavel.
A UEL registrou 85,4% de aprovação. Os indicadores confirmam a qualidade da formação médica disponível na rede pública estadual e servem de referência para os novos cursos em implantação na UENP e na Unespar.
Com a expansão, o Paraná amplia a presença da graduação médica pública em diferentes regiões, combinando aumento de vagas, avaliação de qualidade e fortalecimento da rede de ensino superior.
A Unespar planeja abrir as inscrições para o vestibular do novo curso de Medicina no segundo semestre deste ano. A seleção será organizada exclusivamente para a graduação, com provas aplicadas no campus de Apucarana.
A data ainda será definida pela universidade, em articulação com o calendário de outros vestibulares e exames acadêmicos, para garantir um processo adequado aos candidatos.
O curso terá duração de seis anos, em regime integral.
A implantação da graduação em Medicina na Unespar contará com investimento inicial de R$ 23,1 milhões, com previsão de chegar a R$ 78 milhões até 2032.
A estrutura prevê a construção de um bloco didático de 2.200 metros quadrados, laboratórios especializados e parcerias com hospitais da região, incluindo o Hospital de Jandaia do Sul e o Hospital Municipal de Ivaiporã.
A proposta fortalece a integração entre ensino e serviço de saúde, além de contribuir para a fixação de médicos no interior do Paraná.
A ampliação das vagas de Medicina nas universidades estaduais reforça o papel do ensino público na formação de profissionais para atender às demandas da população.
Com novas turmas, estrutura acadêmica ampliada e reconhecimento nacional de qualidade, o Paraná avança na formação médica regionalizada, especialmente em áreas estratégicas fora dos grandes centros.
A expectativa é que a expansão contribua para ampliar o acesso à saúde, fortalecer hospitais parceiros e criar novas oportunidades para estudantes que buscam formação médica em instituições públicas estaduais.