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Irineu Colombo afirma que CEI valoriza espírito empreendedor e pode gerar novas empresas em Marechal Rondon

Diretor-superintendente do Itaipu Parquetec destaca que o centro nasce para apoiar ideias inovadoras, conectar jovens e empresários e transformar projetos em negócios sustentáveis

Por: João Livi
06/05/2026 às 14h22

O Centro de Empreendedorismo e Inovação (CEI), inaugurado em Marechal Cândido Rondon, foi apresentado pelo diretor-superintendente do Itaipu Parquetec, Irineu Colombo, como um espaço estratégico para valorizar o espírito empreendedor e inovador do município. Segundo ele, a proposta é criar condições para que novas empresas surjam a partir de ideias diferentes, projetos tecnológicos e soluções com potencial de mercado.

Colombo destacou que a trajetória do CEI nasce de uma experiência local que começou de forma simples, mas ganhou força com o tempo. Ele lembrou que, a partir desse ambiente inicial de inovação, surgiu a startup que deu origem ao Instituto SISMETRO, hoje uma empresa consolidada e parceira no projeto.

Segundo o diretor-superintendente, o novo espaço reúne Itaipu Parquetec, Prefeitura de Marechal Cândido Rondon e SISMETRO em uma iniciativa voltada à criação de oportunidades, geração de empregos e desenvolvimento de negócios sustentáveis.

Espaço para ideias diferentes

Irineu Colombo afirmou que o CEI não foi criado apenas para abrigar empresas tradicionais ou iniciativas comuns. O objetivo principal é apoiar projetos que tragam produtos, processos, sistemas de produção ou tecnologias inovadoras.

“Nós não queremos nesse espaço que só surjam empresas que fazem as mesmas coisas. Sobretudo, queremos aquelas que pensam diferente, que apresentam um produto novo, uma modelagem, um sistema de produção diferente, um processo diferente ou uma tecnologia inovadora”, destacou.

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De acordo com ele, o CEI será um ambiente para que projetos sejam avaliados, criticados, aprimorados e, quando viáveis, encaminhados para busca de recursos, fomento, financiamento ou apoio não reembolsável.

Modelo para o Brasil

Colombo afirmou que a experiência de Marechal Cândido Rondon pode servir de exemplo para o país. Para ele, o projeto reúne os elementos essenciais para a construção de um ecossistema de inovação: poder público municipal, iniciativa privada, apoio institucional, Itaipu Binacional e Itaipu Parquetec.

O diretor-superintendente também citou a participação da FINEP, que ajudou a financiar o primeiro projeto desenvolvido a partir desse ambiente de inovação.

Para ele, o CEI demonstra que a união de diferentes setores pode gerar novos negócios, empregos e soluções para a sociedade. “Aqui é um modelo para o Brasil”, afirmou.

Investimento no futuro

Irineu Colombo destacou que os resultados de projetos de inovação nem sempre aparecem de forma imediata. Algumas ideias podem gerar impacto em um ano, enquanto outras podem levar cinco anos ou mais para amadurecer.

Segundo ele, investir em inovação significa assumir responsabilidade com o futuro, mesmo sem garantia imediata de retorno. A lógica, explicou, é apoiar várias ideias para que algumas delas se transformem em negócios com capacidade de compensar o investimento realizado.

O diretor-superintendente comparou o processo a uma seleção natural de projetos. De muitas ideias iniciais, poucas chegam ao mercado, mas aquelas que avançam podem gerar resultados relevantes para a economia.

Jovens no centro da estratégia

Colombo reforçou que o CEI aposta especialmente no potencial dos jovens. Segundo ele, a juventude reúne energia, vontade de empreender, contato com as novidades da ciência e da tecnologia e necessidade de construir caminhos profissionais.

Para o diretor-superintendente, o jovem pode seguir diferentes trajetórias: tornar-se um profissional qualificado dentro de uma empresa, criar o próprio negócio ou associar-se a outras pessoas com habilidades complementares.

Ele explicou que uma pessoa pode desenvolver a parte técnica de um produto ou processo, enquanto outra atua na gestão, formando combinações importantes para o surgimento de empresas inovadoras.

Tecnologia, custo e mercado

Irineu Colombo destacou que uma boa ideia precisa ser analisada de forma completa. Além da criatividade, é necessário avaliar tecnologia, custos, capacidade produtiva, aceitação do mercado e viabilidade econômica.

Ele citou como exemplo uma ideia simples, como a criação de um sorvete diferente. Antes de virar negócio, o projeto precisa responder a perguntas práticas: quanto vai custar, se as pessoas vão comprar, quanto tempo o produto pode permanecer congelado, quais máquinas serão necessárias e qual será o mercado consumidor.

Segundo Colombo, esse é o papel do CEI: ajudar empreendedores a transformar ideias em projetos viáveis, combinando inovação tecnológica, planejamento e análise de mercado.

Como participar do CEI

Empresários, estudantes, jovens empreendedores e pessoas com ideias inovadoras poderão procurar o CEI presencialmente em Marechal Cândido Rondon. Segundo Colombo, os interessados podem conversar com o funcionário responsável no espaço ou buscar contato com o Instituto SISMETRO, que também está instalado no local.

Outra possibilidade é acessar o site do Itaipu Parquetec e procurar o canal de oportunidades. Por meio dele, será possível cadastrar ideias e projetos, indicando o interesse em desenvolver a proposta em Marechal Cândido Rondon.

Colombo também informou que o Itaipu Parquetec deverá lançar um edital de pré-incubação, voltado a pessoas que ainda estão na fase inicial de desenvolvimento de suas ideias.

Aberto a estudantes e empresários

O CEI poderá receber desde jovens com propostas iniciais até estudantes universitários envolvidos em projetos acadêmicos. Também poderá atender empresários já experientes que desejam desenvolver novos produtos, processos ou áreas de atuação.

Segundo Colombo, uma empresa que já atua no mercado pode buscar o CEI para criar uma derivação tecnológica, modernizar sua produção ou desenvolver uma nova linha de negócios.

A proposta é reunir pessoas com ideias, recursos, conhecimento e disposição para empreender, criando um ambiente favorável ao surgimento de projetos com impacto econômico.

Inovação como legado

Ao defender o papel do CEI, Irineu Colombo afirmou que o objetivo é gerar bens econômicos para a sociedade brasileira. Para ele, quando uma empresa cresce, não apenas o empreendedor ganha, mas também os trabalhadores, o município e o país.

Segundo o diretor-superintendente, tecnologia, mercado, processo produtivo e geração de renda fazem parte de um legado maior: a busca pela soberania econômica do Brasil.

Com essa visão, o Centro de Empreendedorismo e Inovação passa a funcionar como um espaço de conexão entre ideias, ciência, empresas, juventude e desenvolvimento regional, colocando Marechal Cândido Rondon em posição de destaque no ecossistema de inovação do Oeste do Paraná.

 

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