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Alexandre Cury afirma que pré-candidatura ao Senado nasce de pedido por maior defesa do Paraná em Brasília

Presidente da Assembleia Legislativa diz que encerra ciclo de sete mandatos como deputado estadual, defende atuação municipalista e afirma que pretende representar os interesses do Estado no Senado

Por: João Livi
01/05/2026 às 08h33

O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado estadual Alexandre Cury, afirmou, nesta quinta-feira (30), em Marechal Cândido Rondon, que sua pré-candidatura ao Senado representa a abertura de um novo ciclo político após sete mandatos consecutivos na Assembleia. Em entrevista, ele destacou a trajetória construída no Legislativo estadual, mencionou o desempenho eleitoral nas últimas disputas e afirmou que pretende levar ao Senado uma atuação voltada à defesa dos municípios e dos interesses do Paraná.

Em entrevista para a Revista Especiais, Cury lembrou que foi eleito deputado estadual por sete mandatos e que, em quatro ocasiões, foi o parlamentar mais votado do Paraná. Na eleição mais recente, segundo ele, recebeu quase 240 mil votos, mais que o dobro da votação do segundo colocado.

Atualmente à frente da Assembleia Legislativa, o deputado afirmou que sua gestão tem buscado ampliar transparência, economia, inovação e sustentabilidade no Legislativo estadual. Segundo ele, o mandato como presidente da Casa se encerra em fevereiro do próximo ano, momento em que pretende concluir sua trajetória como deputado estadual para disputar um cargo majoritário.

Novo ciclo político

Alexandre Cury afirmou que a decisão de disputar o Senado foi amadurecida em conversa com o governador Ratinho Junior. Segundo ele, o governador defendeu a necessidade de senadores mais presentes na defesa de projetos considerados estratégicos para o Paraná, especialmente nas áreas de infraestrutura e desenvolvimento regional.

“Chega o momento de encerrar e entrar em um novo ciclo para disputar um cargo maior, um cargo de extrema importância, que é o cargo de senador”, afirmou Cury.

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O deputado disse que aceitou a convocação para ser, em suas palavras, “o primeiro senador municipalista”, com atuação voltada ao conhecimento das cidades, das vocações regionais e das demandas apresentadas por prefeitos e lideranças locais.

Pré-candidatura ao governo ficou para outro momento

Durante a entrevista, Cury também confirmou que vinha se preparando para disputar o Governo do Paraná. Ele afirmou ter percorrido o Estado, estudado as regiões e elaborado bases para um plano de governo com foco no desenvolvimento estadual.

Apesar disso, disse que optou por preservar a unidade política do grupo liderado pelo governador Ratinho Junior. Segundo Cury, a relação entre Executivo e Legislativo no Paraná foi marcada por pacificação política e harmonia entre os poderes.

“Eu teria condições de ser pré-candidato ao governo do Estado do Paraná, mas nenhum projeto político aqui no Paraná é maior que o Estado do Paraná”, declarou.

Cury afirmou que a disputa pelo governo segue como um projeto futuro. “Não é um adeus, é um até logo”, disse, ao mencionar que pretende, em outro momento, voltar a discutir a possibilidade de disputar o Executivo estadual.

Críticas à atuação dos atuais senadores

Ao defender sua pré-candidatura ao Senado, Alexandre Cury fez críticas à atuação dos atuais representantes paranaenses na Casa. Segundo ele, o Paraná carece de senadores mais presentes nos municípios e mais atuantes na defesa de obras e demandas do Estado em Brasília.

O deputado citou como exemplo a ponte de Guaratuba, afirmando que, em momentos de paralisação da obra, esperava maior mobilização dos senadores junto às instâncias responsáveis.

Também mencionou a defesa das escolas especiais e das APAES, que classificou como referência no Paraná, além de obras federais que, segundo ele, poderiam ter avançado com maior articulação política.

Municipalismo como marca

Alexandre Cury associou sua trajetória política ao municipalismo e citou a influência do avô, Aníbal Khury, ex-deputado estadual. Segundo ele, aprendeu desde cedo que as políticas públicas precisam chegar às cidades, onde as pessoas vivem e onde as demandas são concretas.

O deputado afirmou que, desde o primeiro mandato, buscou atuar junto aos municípios em áreas como saúde, educação, segurança pública, habitação e infraestrutura.

Cury também lembrou que seu avô teve participação na criação de municípios da região Oeste, como Quatro Pontes, Entre Rios do Oeste, Mercedes e Pato Bragado, então distritos ligados a Marechal Cândido Rondon.

Defesa de mais autonomia aos municípios

Na entrevista, o deputado afirmou que pretende defender no Senado pautas ligadas ao pacto federativo, com maior autonomia financeira e administrativa aos municípios.

Ele citou a tramitação de uma proposta de emenda constitucional voltada ao aumento do Fundo de Participação dos Municípios e afirmou que prefeitos precisam ter mais condições de executar obras e serviços sem depender excessivamente do governo federal.

Segundo Cury, a atuação de um senador deve incluir atendimento aos prefeitos, articulação nos ministérios e busca por recursos para obras estruturantes.

Cenário presidencial e palanques

Ao tratar do cenário nacional, Alexandre Cury afirmou que a eleição presidencial tende a ser polarizada. Segundo ele, o grupo político do governador Ratinho Junior ainda discute a composição de palanques para 2026.

O deputado afirmou que, após a definição de seu nome como pré-candidato ao Senado e de Sandro Alex como pré-candidato ao Governo do Paraná, as conversas sobre apoio presidencial devem avançar nas próximas semanas.

Segundo Cury, há tendência de apoio do governador Ratinho Junior ao senador Flávio Bolsonaro, mas a definição ainda depende de articulações políticas em andamento.

Trajetória será colocada em disputa majoritária

Alexandre Cury apresentou sua pré-candidatura ao Senado como continuidade de uma trajetória iniciada ainda jovem na Assembleia Legislativa. Ele afirmou que pretende levar ao Senado a mesma lógica de presença nos municípios que marcou sua atuação como deputado estadual.

Com a decisão, o presidente da Assembleia encerra o ciclo de mandatos proporcionais e passa a se posicionar no debate majoritário de 2026, com discurso voltado ao municipalismo, à infraestrutura e à ampliação da representação do Paraná em Brasília.

 

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