Duas atletas de Marechal Cândido Rondon estarão representando o Paraná na Copa Sul Brasileira de Basquetebol. Adriana Franzmann e Edna Lipsch, que treinam com a seleção rondonense, embarcam na terça-feira para a competição, que será realizada em Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo.
A disputa reunirá equipes de diferentes categorias do basquete masculino e feminino. Conforme Adriana, a equipe paranaense do 40+ contará com dez atletas e uma técnica, em uma competição marcada por jogos intensos e estrutura montada à beira-mar.
A convocação reforça a presença de atletas rondonenses em competições de alto nível do basquete máster. Adriana já acumula participação em campeonatos nacionais e destacou que a nova disputa será encarada com foco, preparo e responsabilidade na defesa do Paraná.
A Copa Sul Brasileira será realizada em uma arena montada na beira-mar, com cinco quadras e jogos simultâneos em várias categorias. A equipe paranaense estreia na quinta-feira contra a Inconfidência, de Minas Gerais. O segundo confronto será contra a UVB, de São Paulo.
Segundo Adriana, serão quatro dias intensos de competição, com possibilidade de jogos pela manhã e à tarde. A atleta destacou que o grupo está preparado para enfrentar equipes fortes e buscar bons resultados.
“Nós, do 40+, do Paraná, a gente está indo com dez meninas e a técnica. E a gente vai com muita vontade de vencer mesmo. Tem mulheres grandes lá, mas nós somos fortes também. Nós estamos indo para representar o Paraná muito bem”, afirmou.
A competição também tem peso estratégico para a sequência da temporada. O desempenho na Copa Sul Brasileira pode garantir vaga para o Campeonato Brasileiro, etapa que abre caminho para uma possível classificação ao Mundial.
Adriana explicou que ela e Edna já têm trajetória no basquete máster e buscam manter a presença em competições nacionais e internacionais. O objetivo é carimbar novamente o passaporte para o Mundial, que no próximo ano será realizado em Fortaleza.
“Jogando o Brasileiro, carimbando o passaporte novamente, que a gente já jogou há três anos. A gente já joga, ela há quatro, eu há três. Ano que vem o Mundial vai ser em Fortaleza. Então nós queremos carimbar o nosso passaporte para o Mundial do ano que vem”, destacou.
As atletas que formam a seleção paranaense treinam em suas respectivas cidades e se encontram nas competições para atuar juntas. Em Marechal Cândido Rondon, Adriana e Edna mantêm a rotina de treinos com a seleção local e também realizam atividades em Toledo com outras atletas.
Adriana explicou que a preparação exige constância. A rotina envolve treinos de basquete três a quatro vezes por semana, com duração média de uma hora e meia a duas horas, além de fortalecimento em academia para prevenir lesões.
“Tem que fortalecer na academia para poder evitar lesões. Tudo isso ajuda no treinamento. Então, tem que ter uma dedicação em tudo que tu faz. Tem que ter sua dedicação e seu tempo”, afirmou.
A entrevista foi realizada no ginásio do Colégio Florentino Sacks, em Marechal Cândido Rondon, durante treino das meninas da seleção local. Para Adriana, estar em quadra ao lado das novas gerações também representa uma forma de incentivar a continuidade do basquete feminino no município.
A atleta afirmou que não tem vergonha de dizer que vai completar 52 anos e que deseja usar sua trajetória como exemplo para as meninas que estão começando ou dando sequência à caminhada no esporte.
“Eu quero ser exemplo para elas. Continuarem jogando, treinando. Antes eu não tinha oportunidade de ir para uma seleção brasileira, para um máster. Agora eu tenho oportunidade de ir e eu quero sim poder oportunizar isso para elas. Um Brasileiro, um Sul-Americano, um Mundial. Por que não?”, declarou.
Adriana atua como ala-armadora. Edna também joga como ala e, se necessário, pode desempenhar funções próximas ao garrafão. A atleta rondonense destacou que, para ela, o basquete é essencialmente coletivo.
Segundo Adriana, mais importante do que contar pontos é contribuir para a equipe vencer. Ela ressaltou que, muitas vezes, uma assistência pode ser mais decisiva do que uma pontuação individual.
“Às vezes você está sozinha, é mais importante fazer uma assistência para alguém fazer o ponto para a sua equipe. E a gente vencer do que só pontuar e ser a melhor. Eu prefiro ajudar no coletivo. Sou muito mais coletiva do que individualista”, afirmou.
Adriana também reforçou que crianças, jovens e adultos interessados em praticar basquete em Marechal Cândido Rondon podem procurar os espaços e projetos existentes no município. Ela citou a ACB, Associação Crescendo com o Basquete, além de iniciativas em escolas e projetos como a Arrobas.
As atividades ocorrem em diferentes polos do município. Com o CAF em reforma, parte dos treinamentos está sendo realizada no Colégio Florentino Sacks. O NEIBRÁ também passou a receber atividades, embora o espaço seja compartilhado com outras modalidades.
O basquete adulto e máster feminino e masculino tem atividades às terças, quintas e sábados no Florentino. Conforme Adriana, não é necessário ser experiente para participar. “Quem tem vontade basta vir. Não precisa ser esperto no basquete, não precisa ser craque. Vem aqui que a gente vai receber de braços abertos e vai fazer vocês participarem”, afirmou.
A participação de Adriana Franzmann e Edna Lippisch na Copa Sul Brasileira reforça a presença do basquete feminino rondonense em competições estaduais e nacionais. A convocação também evidencia a força do esporte máster e a permanência das atletas em alto rendimento mesmo após décadas de trajetória.
Ao final da entrevista, Adriana agradeceu o espaço para divulgação da modalidade e destacou a força das mulheres no esporte. Ela informou que Edna não pôde participar da gravação porque estava em uma corrida, reforçando também sua atuação em outras práticas esportivas.
“Obrigada por estar levando para frente a modalidade, o basquete feminino, mulheres empoderadas. Nós podemos, nós conseguimos e nós somos fortes”, concluiu Adriana.