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Gripe avança com a queda das temperaturas e vacinação se torna decisiva para evitar casos graves

Com cerca de 3 mil registros no Paraná, especialistas alertam para baixa adesão e risco de complicações

Por: João Livi
14/04/2026 às 18h11

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O avanço das síndromes respiratórias no Paraná acende um alerta neste início de 2026. Com aproximadamente 3 mil casos registrados no Estado, o período de outono marca o aumento da circulação de vírus e reforça a importância da vacinação contra a gripe.

A combinação de temperaturas mais baixas, ambientes fechados e maior convivência entre pessoas cria o cenário ideal para a propagação das infecções respiratórias.

Outono favorece a circulação de vírus

De acordo com a enfermeira especialista em vacinas, Flávia Fenner, essa época do ano exige atenção redobrada.

Segundo ela, a oscilação de temperatura entre manhãs frias e tardes quentes, aliada ao ar mais seco e aos ambientes fechados, contribui diretamente para o aumento dos casos.

Vacina reduz riscos e evita complicações

A vacinação contra a gripe é apontada como a principal forma de prevenção. Em pessoas com boa imunidade, ela pode evitar a doença. Já nos grupos de risco, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades, o imunizante reduz significativamente o risco de agravamento, internações e até mortes.

Além disso, a imunização também tem efeito coletivo, diminuindo a circulação do vírus.

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Jovens e adultos também devem se vacinar

Embora a campanha priorize grupos mais vulneráveis, especialistas destacam que a população adulta saudável também tem papel fundamental.

Mesmo sem desenvolver sintomas graves, essas pessoas podem atuar como transmissores, levando o vírus para familiares mais sensíveis, como crianças e idosos.

Diferença entre gripe e resfriado

A gripe costuma apresentar sintomas mais intensos, como febre, dores no corpo, prostração e necessidade de repouso. Já o resfriado tende a ser mais leve, com sintomas passageiros como coriza e espirros.

A confusão entre os dois quadros é comum, mas o impacto da gripe pode ser muito mais severo, com risco de evolução para pneumonia.

Vacina é atualizada todos os anos

A vacina contra a influenza precisa ser tomada anualmente, pois é reformulada com base nas cepas mais recentes do vírus, identificadas a partir do inverno do Hemisfério Norte.

O imunizante começa a fazer efeito entre 10 e 15 dias após a aplicação.

Baixa adesão preocupa especialistas

Mesmo com a disponibilidade da vacina na rede pública e privada, a adesão ainda é considerada baixa. Entre os fatores apontados estão o medo e a desinformação, especialmente após a pandemia.

A queda na cobertura vacinal tem preocupado autoridades de saúde, já que pode contribuir para o retorno de doenças antes controladas.

Proteção individual e coletiva

Especialistas reforçam que a decisão de se vacinar vai além da proteção individual.

Ao reduzir a circulação do vírus, a vacinação ajuda a proteger toda a comunidade, especialmente os mais vulneráveis.

 

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