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Projeto propõe criação da carteira de identificação para pessoas com fibromialgia em Marechal Rondon

Iniciativa busca garantir atendimento prioritário e ampliar a visibilidade de uma condição muitas vezes invisível

Por: João Livi Fonte: Assessoria
01/04/2026 às 11h50
Projeto propõe criação da carteira de identificação para pessoas com fibromialgia em Marechal Rondon
Vereador Gordinho do Suco propõe criação de carteira de identificação para pessoas com fibromialgia. (Foto: Cristiano Viteck)

Começou a tramitar na Câmara de Marechal Cândido Rondon o Projeto de Lei nº 4/2026, que propõe a criação da Carteira Municipal de Identificação da Pessoa com Fibromialgia. A proposta é de autoria do vereador Cleiton Rodrigo Freitag e tem como principal objetivo assegurar direitos e facilitar o reconhecimento da condição em atendimentos públicos e privados.

A iniciativa pretende garantir prioridade no atendimento em órgãos municipais, unidades de saúde e estabelecimentos comerciais, oferecendo mais dignidade e acessibilidade às pessoas diagnosticadas com a síndrome.

Documento facilitará identificação e acesso a direitos

De acordo com o projeto, a carteira funcionará como um instrumento oficial de identificação, permitindo o reconhecimento imediato da condição de saúde do portador.

O documento deverá conter informações como nome, CPF, fotografia, além de dados do cuidador, quando necessário, e a indicação expressa da fibromialgia. A validade será estabelecida pelo município, com possibilidade de renovação mediante atualização cadastral.

Conscientização e combate ao preconceito

Além da criação da carteira, o projeto também prevê a realização de campanhas de conscientização sobre a fibromialgia, com o objetivo de reduzir o preconceito e ampliar o entendimento da sociedade sobre a condição.

A proposta reforça a importância do respeito ao atendimento prioritário e da empatia no convívio social, especialmente diante de uma doença que, muitas vezes, não apresenta sinais visíveis.

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Base em legislação federal

Segundo o autor, o projeto tem como referência a Lei Federal 15.176/2025, que reconhece a fibromialgia e doenças correlatas como passíveis de equiparação à deficiência, mediante avaliação biopsicossocial.

Na justificativa apresentada, o vereador destaca que a fibromialgia é uma síndrome crônica caracterizada por dor generalizada, fadiga intensa e distúrbios do sono, fatores que impactam diretamente a qualidade de vida dos pacientes.

“Por ser uma condição muitas vezes invisível, a carteira funcionaria como instrumento oficial para assegurar direitos já previstos em lei”, ressaltou.

Tramitação segue nas comissões

O projeto foi apresentado na sessão desta semana e encaminhado para análise das comissões de Justiça e Redação e de Finanças, Orçamento e Fiscalização. Após a emissão dos pareceres, a proposta seguirá para votação em plenário.

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