
O debate sobre a integridade do mercado de combustíveis e biocombustíveis voltou ao centro das discussões no Congresso Nacional com o Projeto de Lei 399/2025, que propõe atualizar a legislação brasileira para ampliar o combate a fraudes e irregularidades no setor.
A proposta altera dispositivos da Lei nº 9.847 de 1999, que trata da fiscalização das atividades relacionadas ao abastecimento nacional de combustíveis. O objetivo é modernizar os mecanismos de controle, endurecer penalidades e ampliar instrumentos de rastreabilidade na cadeia de comercialização.
A iniciativa conta com apoio da AliançaBiodiesel, que defende a aprovação da medida como forma de garantir maior segurança para consumidores e empresas que atuam dentro das regras.
Segundo a entidade, o mercado ainda enfrenta brechas regulatórias que permitem vantagens indevidas a agentes irregulares, prejudicando a concorrência e afetando a confiança dos consumidores.
Com a atualização da legislação, o projeto pretende fortalecer os mecanismos de fiscalização, ampliar a transparência na cadeia de produção e comercialização e garantir que todos os agentes cumpram as mesmas regras.
Para a AliançaBiodiesel, o país precisa de normas claras, fiscalização eficiente e punições proporcionais para quem descumpre a legislação, evitando práticas que distorcem o funcionamento do mercado.
O projeto também tem impacto direto na credibilidade do RenovaBio, programa que estabelece metas de redução de emissões de carbono no setor de transportes por meio do uso de biocombustíveis.
De acordo com representantes do setor, o sistema depende do cumprimento efetivo das regras por todos os agentes, sem exceções, para garantir a eficiência das metas ambientais e a estabilidade do mercado.
Nesse contexto, a aprovação do PL 399/2025 é vista como um passo importante para assegurar previsibilidade regulatória, segurança jurídica e condições justas de competição no setor energético.
Para a AliançaBiodiesel, o projeto deve ser tratado como prioridade no Congresso, já que o combate às fraudes e o fortalecimento da fiscalização são considerados essenciais para o desenvolvimento sustentável do mercado de combustíveis no Brasil.
A entidade avalia que o aprimoramento da legislação contribui não apenas para o setor produtivo, mas também para proteger consumidores, garantir estabilidade ao mercado e fortalecer políticas públicas voltadas à transição energética.