
Marechal Cândido Rondon passou a ter representatividade direta em uma das principais instâncias de debate sobre gestão de resíduos sólidos no Paraná. O engenheiro ambiental e servidor municipal Marcos José Chaves foi eleito para a Secretaria Executiva do Grupo R20, durante a 22ª Reunião Ordinária do grupo, realizada na quarta-feira (4), em Curitiba.
O encontro foi promovido pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável do Paraná em parceria com a Escola de Gestão do Paraná e reuniu representantes dos 399 municípios paranaenses para discutir políticas públicas voltadas à economia circular, gestão ambiental e soluções para resíduos sólidos.
A eleição do servidor rondonense para a diretoria do grupo coloca o município em posição de destaque no cenário estadual de políticas ambientais.
Durante a reunião, o Grupo de Discussão de Resíduos Sólidos (R20) aprovou, pela primeira vez em seus 18 anos de existência, o Regimento Interno da entidade. A medida estabelece uma estrutura formal de governança, organizada em plenária, comissões regionais e câmaras temáticas.
A nova mesa diretora será presidida por Bernardo Zanini Fadel, diretor de Desenvolvimento Sustentável e Inovação da Sedest. Já o rondonense Marcos José Chaves ocupará a Secretaria Executiva, função responsável pela coordenação técnica e articulação com representantes das 20 comissões regionais espalhadas pelo Paraná.
Durante o encontro também foram apresentados o Panorama de Gestão de Resíduos de 2025 e os formulários de planejamento para o ano de 2026. Entre os principais desafios apontados estão:
ampliação da coleta seletiva na zona rural, atualmente presente em cerca de 20% dos municípios;
melhoria do equilíbrio financeiro na gestão de resíduos, realidade alcançada hoje por apenas 66 prefeituras do Estado.
A nova diretoria terá a missão de apoiar tecnicamente os municípios na busca por soluções sustentáveis e economicamente viáveis para o setor.
A reunião contou com a presença do secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca, que reforçou o conceito de economia circular ao afirmar que “lixo que não é lixo é dinheiro”, destacando iniciativas inovadoras como a Pirâmide Solar instalada no antigo aterro da Caximba, em Curitiba.
Entre as soluções apresentadas durante o evento estão projetos e tecnologias voltadas à valorização dos resíduos, como:
Composta Paraná, programa de incentivo à compostagem de resíduos orgânicos;
Tratamento térmico de rejeitos, com tecnologias como pirólise e gaseificação;
Produção de energia renovável, com uso de biometano e hidrogênio verde.