
O comandante do Batalhão de Polícia de Fronteira, coronel Edilson Prado, esclareceu nesta quarta-feira (04) que a atuação operacional da corporação na região de Marechal Cândido Rondon permanece inalterada. A explicação foi dada durante entrevista concedida à Rádio Difusora do Paraná, em conversa com o jornalista Maiko Bucker.
Segundo o comandante, o batalhão funciona como um centro administrativo e estratégico responsável por coordenar diversas áreas essenciais ao funcionamento da corporação, incluindo logística, recursos humanos, inteligência policial, comunicação social, planejamento financeiro e organização das operações.
“Um batalhão é a base que organiza todas as companhias e pelotões. É ali que se concentram as decisões administrativas e o planejamento das ações de policiamento que serão executadas no território”, explicou.
Dentro da estrutura do batalhão, a 1ª Companhia normalmente permanece na mesma cidade onde está sediado o batalhão, sendo responsável pela atuação operacional naquela região.
No caso do BPFron, quando a unidade foi criada, a primeira companhia funcionava no mesmo espaço da sede administrativa, justamente pela ausência de outra estrutura disponível naquele momento.
Com o passar dos anos e a ampliação da atuação da corporação na faixa de fronteira, o batalhão passou por uma expansão significativa.
De acordo com o coronel Prado, o BPFron iniciou suas atividades com três pontos de atuação, mas atualmente já conta com 11 bases estratégicas distribuídas ao longo da região de fronteira.
Essa expansão permitiu fortalecer o combate a crimes transfronteiriços e ampliar a presença policial em diferentes municípios da região Oeste do Paraná.
Mesmo com a ampliação da estrutura, a 1ª Companhia permanece responsável pela atuação em Marechal Cândido Rondon e em outros municípios da região.
O comandante explicou que a área de responsabilidade da companhia é extensa, abrangendo cidades que vão desde o entorno de Marechal Cândido Rondon até municípios próximos a Foz do Iguaçu e Cascavel.
Para garantir a presença policial em todo esse território, o batalhão mantém diferentes bases operacionais e pontos estratégicos de apoio ao longo da região.
Essas estruturas funcionam também como bases de descompressão, permitindo que as equipes operacionais atuem de forma mais eficiente no território.
Durante a entrevista, o coronel destacou que a alteração recente envolve apenas a estrutura administrativa geral do batalhão, e não o deslocamento da companhia responsável pelo policiamento da região.
“A primeira companhia continua responsável por Marechal Cândido Rondon e pelos demais municípios dessa área. Ela não foi transferida para Guaíra”, afirmou.
Segundo ele, a cidade de Guaíra já conta com a 2ª Companhia do BPFron, que atua em municípios daquela região e segue sob comando do capitão Valadão.
O comandante reforçou que não houve mudança na presença policial operacional em Marechal Cândido Rondon e que o atendimento à população permanece sendo realizado normalmente.
“A região continua com o mesmo policiamento. Não houve alteração no posicionamento das equipes que atuam na área operacional”, concluiu.