
Apesar de o Dia de Reis, celebrado em 6 de janeiro, ser amplamente reconhecido como o marco final das festividades natalinas, a tradição litúrgica da Igreja Católica é clara ao afirmar que o período do Natal não se encerra nessa data. Oficialmente, o ciclo natalino termina apenas com a Festa do Batismo do Senhor, celebrada no domingo seguinte à Epifania.
Isso significa que não há qualquer obrigação religiosa de desmontar a árvore de Natal no Dia de Reis. Pelo contrário: manter a decoração natalina após essa data está plenamente de acordo com o calendário litúrgico da Igreja.
Segundo a liturgia, o Tempo do Natal começa na noite de 24 de dezembro e se estende até o Batismo do Senhor. A Epifania, popularmente conhecida como Dia de Reis, não encerra o Natal, mas integra esse tempo celebrativo, ao recordar a manifestação de Cristo ao mundo.
Somente com o Batismo de Jesus, no Rio Jordão, a Igreja conclui o ciclo natalino e inicia o Tempo Comum.
Dessa forma, é correto e legítimo que a árvore de Natal, o presépio e os demais símbolos natalinos permaneçam montados após o dia 6 de janeiro. A desmontagem pode ocorrer, sem qualquer conflito com a fé cristã, somente após a celebração do Batismo do Senhor.
O costume de desmontar a decoração no Dia de Reis está ligado à tradição cultural e familiar, não a uma exigência litúrgica.
Para a Igreja, o Natal não se resume ao nascimento de Jesus, mas inclui sua revelação progressiva:
No presépio, como Deus feito homem;
Na Epifania, como Salvador de todos os povos;
No Batismo, como Filho amado do Pai, iniciando sua missão pública.
Encerrar o Natal apenas no Batismo do Senhor reforça esse percurso e aprofunda o significado da celebração.
Em termos religiosos, desmontar a árvore de Natal após o Dia de Reis não apenas é permitido, como está em plena sintonia com a tradição da Igreja. O importante é compreender que o Natal, para além da decoração, permanece como um tempo de fé, esperança e renovação que se estende até o Batismo do Senhor.