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Exposição aproxima Brasil e Argentina ao retratar a arte produzida na fronteira Oeste

Mostra coletiva abre o calendário cultural do MAC Paraná e propõe reflexão sobre identidades, territórios e circulação cultural

Por: João Livi
06/01/2026 às 09h28 Atualizada em 06/01/2026 às 09h31
Exposição aproxima Brasil e Argentina ao retratar a arte produzida na fronteira Oeste
Exposição “Costa Oeste” reúne artistas do Paraná e da Argentina em um diálogo sobre arte, fronteira e identidade. (Imagem: Divulgação)

A produção artística que nasce em territórios de fronteira ganha destaque em Curitiba a partir do dia 13 de janeiro. O Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC Paraná) abre ao público a exposição coletiva “Costa Oeste”, reunindo artistas do Oeste do Paraná e da Argentina em uma proposta que ultrapassa limites geográficos e aposta no diálogo entre culturas, linguagens e identidades.

A mostra será inaugurada às 16h, na Sede Adalice Araújo, instalada no hall de entrada da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, com entrada gratuita. A curadoria é assinada por Antonio Carlos Machado.

Fronteira como espaço de encontro

“Costa Oeste” propõe um olhar ampliado sobre a fronteira, não como linha de separação, mas como território de troca, circulação e construção coletiva. As obras reunidas refletem experiências marcadas pela proximidade entre Brasil, Argentina e Paraguai, evidenciando influências culturais compartilhadas e múltiplas formas de expressão.

Participam da exposição os artistas Andres Bancalari, Brugnera, Coletivo Duas Marias, Daniel Carlos Bispo, Ela Soares, Lauro Borges, Marcelo Bongiovanni Korp, Norma Capponcelli e Sirlei Salvadori, cujos trabalhos dialogam com paisagens, memórias e vivências próprias das regiões de fronteira.

Rio Paraná como eixo simbólico

A curadoria destaca o Rio Paraná como elemento central da narrativa expositiva, funcionando como eixo simbólico e geográfico que conecta imaginários e trajetórias artísticas. O curso do rio surge como metáfora de fluxo, travessia e permanência, aproximando o local do universal e conectando diferentes repertórios visuais.

Para o curador Antonio Carlos Machado, a mostra revela uma produção marcada pela coexistência de opostos e complementaridades, onde o cotidiano e o abstrato, o memorialístico e o experimental se encontram em um território híbrido.

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Valorização das narrativas regionais

Segundo a diretora do MAC Paraná, Juliane Fuganti, a exposição reforça o papel do museu como espaço de escuta e valorização das narrativas produzidas fora dos grandes centros. A iniciativa amplia o diálogo cultural e reafirma o compromisso institucional com a diversidade de poéticas visuais presentes nos territórios de passagem.

Sobre o MAC Paraná

Fundado em 1970, o Museu de Arte Contemporânea do Paraná reúne um acervo com mais de duas mil obras de artistas paranaenses, brasileiros e estrangeiros. A instituição mantém ainda um dos maiores arquivos especializados em arte moderna e contemporânea do país, além de um setor educativo voltado à realização de visitas mediadas e oficinas gratuitas.

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