
O Paraná dá um passo decisivo rumo ao futuro do agronegócio com o lançamento oficial do Food Valley Paraná, primeiro hub de inovação tecnológica voltado ao agro e ao cooperativismo do estado. O evento acontece nesta sexta-feira (24), na sede administrativa do Sicredi, em Palotina, durante o 1º Encontro de Lideranças e Gestores do Agro, reunindo pesquisadores, lideranças cooperativistas, produtores rurais e autoridades do setor agroindustrial.
Idealizado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), por meio do Centro de Computação Científica e Software Livre (C3SL), o projeto visa aproximar a pesquisa acadêmica das demandas reais das cooperativas e dos produtores, promovendo soluções tecnológicas desenvolvidas sob medida para o solo e o clima do Paraná.
A iniciativa conta com o apoio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (SEAB), Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-Paraná), Sistema Ocepar, Sicredi, C-Vale e Frimesa - instituições que representam a força do cooperativismo e do agronegócio regional.
Entre os participantes confirmados estão o reitor da UFPR, Marcos Sunye, o secretário da SEAB, Márcio Nunes, e o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, reforçando o caráter estratégico e integrador do evento.
Para o pesquisador do C3SL e professor do Departamento de Informática da UFPR, Luis de Bona, o Food Valley representa uma oportunidade única de conexão entre tecnologia, sustentabilidade e campo. “Estamos criando um ambiente onde a tecnologia de ponta encontra os desafios reais do campo, permitindo que o agro paranaense cresça de forma ainda mais conectada com o futuro”, afirma.
Já o professor Carlos Zacarkim, do departamento de Engenharia da UFPR em Palotina, destaca o impacto estrutural do projeto: “O Food Valley é um marco essencial para o fortalecimento da agroindústria paranaense. Ele impulsiona a inovação integrada entre ciência, tecnologia e cooperativismo, ampliando a competitividade e abrindo novas fronteiras de desenvolvimento sustentável”, ressalta.
Zacarkim também chama atenção para um dos principais desafios do agronegócio brasileiro: a dependência de tecnologias importadas. “O Paraná exporta alimentos para o mundo inteiro, mas ainda importa boa parte das tecnologias utilizadas na produção, muitas vezes projetadas para realidades climáticas e de solo diferentes das nossas”, observa.
O Food Valley Paraná surge justamente para enfrentar esse paradoxo, transformando o estado não apenas em um celeiro de produção agrícola, mas em um centro global de inovação tecnológica, desenvolvendo equipamentos, softwares e sistemas adaptados às condições locais.
Durante o evento de lançamento, lideranças e especialistas do agro debaterão estratégias de integração tecnológica, desafios de inovação no cooperativismo e ações conjuntas entre universidades e empresas. O objetivo é criar uma rede colaborativa capaz de acelerar soluções que aumentem a eficiência, sustentabilidade e competitividade da produção paranaense.
Com o Food Valley Paraná, o estado reforça sua posição de destaque nacional na modernização da agricultura e na construção de um ecossistema de inovação colaborativo, capaz de unir o conhecimento científico à força do cooperativismo - pilares do desenvolvimento regional sustentável.