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Intenção de consumo das famílias cresce no Paraná, mas confiança segue abaixo do nível de otimismo

Estado registra avanços em julho e agosto, mas indicador ainda está distante da média nacional

Por: João Livi Fonte: Fecomércio
28/08/2025 às 14h01 Atualizada em 28/08/2025 às 14h04
Intenção de consumo das famílias cresce no Paraná, mas confiança segue abaixo do nível de otimismo
Comércio em movimento no Paraná: intenção de consumo das famílias cresce, mas ainda abaixo do nível de otimismo. (Foto: Freepik)

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) voltou a crescer no Paraná após meses de retração. O índice, calculado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em parceria com a Fecomércio PR, apresentou em julho a primeira alta do ano, chegando a 90,1 pontos. Em agosto, o movimento se repetiu, com novo avanço para 90,4 pontos.

Apesar do crescimento, o indicador permanece abaixo do patamar de otimismo  - estabelecido em 100 pontos - e também da média nacional, que atingiu 102,9 pontos.

Sinais de recuperação

A maior evolução ocorreu no item Momento para Duráveis, que subiu 6,4% e chegou a 58,5 pontos, indicando que os consumidores voltam gradualmente a considerar a compra de bens de maior valor. Também tiveram altas os quesitos Acesso ao Crédito (64,5 pontos, +1,5%), Perspectiva de Consumo (61,8 pontos, +1,3%) e Nível de Consumo Atual (97,8 pontos, +0,9%).

Apesar do avanço, esses subindicadores ainda permanecem entre os mais baixos da pesquisa, revelando cautela das famílias.

Queda em renda e emprego

Entre os itens mais bem avaliados, houve leve retração. Emprego Atual caiu 0,4%, mas segue em nível favorável, com 108,6 pontos. A Renda Atual, que registra a melhor pontuação da pesquisa, ficou em 146,5 pontos, após redução de 1,1%. Já a Perspectiva Profissional marcou 95,3 pontos, recuo de 1,6%.

Diferenças por faixa de renda

A melhora foi percebida em todas as classes de renda, mas em intensidades distintas. Entre famílias com rendimento acima de 10 salários mínimos, o ICF chegou a 98,8 pontos, próximo ao nível de otimismo. Já entre as de menor renda, o índice foi de 88,6 pontos, ainda distante da marca de confiança, embora com crescimento um pouco maior (+0,4%).

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