O maior evento astronômico de 2025 promete um espetáculo celestial para os paranaenses, mas com visibilidade desigual. Na madrugada desta sexta-feira (14), às 3h58 (horário de Brasília), ocorre o eclipse lunar total, quando Sol, Terra e Lua se alinham, resultando no fenômeno conhecido como "Lua de Sangue" – um tom avermelhado que cobre o satélite natural.
De acordo com o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental), moradores das regiões Sudoeste, Oeste, Norte e Noroeste do Paraná terão mais chances de visualizar o eclipse, graças ao céu com poucas nuvens. Cidades como Umuarama, Foz do Iguaçu e Paranavaí estão entre as mais privilegiadas para acompanhar o espetáculo astronômico.
Por outro lado, habitantes dos Campos Gerais, Região Metropolitana de Curitiba e Litoral do estado enfrentarão dificuldades na observação, devido à previsão de tempo nublado e possibilidade de garoa.
O professor Amauri José da Luz Pereira, coordenador do Observatório Astronômico e Planetário do Colégio Estadual do Paraná, explica que o evento terá início às 2h09, com o primeiro contato da Lua com a sombra da Terra. Às 3h25, começa a fase total do eclipse, momento em que a Lua assume tons avermelhados ou amarronzados, variando conforme as condições atmosféricas locais.
Essa coloração segue a escala do "Número de Danjon", que mede o nível de impureza na atmosfera entre o observador e a Lua. A totalidade do eclipse durará até às 4h34, enquanto o evento completo termina às 5h45. Pouco depois, por volta das 6h10, a Lua se põe no horizonte oeste, encerrando o espetáculo celeste.
Com 120 estações meteorológicas automáticas, três radares meteorológicos e cinco sensores de descargas elétricas, o Simepar monitora eventos climáticos e fornece previsões detalhadas para os 399 municípios paranaenses. O órgão colabora com a Defesa Civil e outras instituições para mitigar impactos de eventos extremos, como tempestades e secas.