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O PSD pretende manter pelo menos três ministérios no próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e prioriza áreas com alcance regional e relacionamento direto com os municípios. Segundo apuração do Estadão/Broadcast, dirigentes e integrantes da legenda defendem a continuidade no comando da Agricultura e de Minas e Energia, além da possibilidade de assumir uma pasta com maior peso político em substituição à Pesca.
Os três ministérios integram o espaço ocupado pelo partido no governo desde janeiro de 2023. Nas negociações para a nova composição ministerial, interlocutores do PSD apontam a participação da sigla nas votações favoráveis ao Executivo como argumento para preservar sua presença na Esplanada.
As movimentações fazem parte das articulações dos partidos de centro para a formação do próximo governo. A reportagem não apresenta uma definição sobre a distribuição das pastas.
O Ministério da Agricultura interessa ao PSD pela ligação com o setor produtivo e pela atuação nos municípios. A estrutura reúne 27 superintendências estaduais e recursos destinados a iniciativas como aquisição de máquinas agrícolas e melhorias em estradas vicinais.
O atual ministro André de Paula e o senador por Mato Grosso Carlos Fávaro, que já ocupou o cargo, são apontados entre os nomes cotados para comandar o ministério.
Em Minas e Energia, o interesse envolve a atuação sobre concessões, o relacionamento com agências reguladoras e a importância da política nacional de minerais críticos.
Já a permanência na Pesca não aparece como prioridade nas mesmas condições. A legenda avalia conquistar uma área com maior influência política e capacidade de atuação regional.
Entre as possibilidades mencionadas pelos interlocutores estão os ministérios dos Transportes, da Integração e Desenvolvimento Regional e das Cidades. Os interesses relatados, contudo, ainda dependem das negociações para a composição do governo.