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Toledo acumulou 5.044 novos empregos com carteira assinada entre janeiro e setembro de 2026, alcançando o maior saldo do interior e o segundo maior do Paraná. O resultado corresponde à diferença entre 32.129 admissões e 27.085 desligamentos, conforme levantamento divulgado pela prefeitura com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
No ranking estadual em números absolutos, Curitiba aparece à frente, com saldo de 19.265 postos. Depois de Toledo, estão Londrina, com 3.577, Maringá, com 3.426, e Cascavel, com 3.016.
O estoque de vínculos formais em Toledo passou de 60.836, em dezembro de 2025, para 65.880, em setembro de 2026. O crescimento de 8,29% foi o maior entre os 24 municípios paranaenses com mais de 100 mil habitantes considerados no levantamento.
O setor de serviços foi responsável pela maior parte da expansão do mercado de trabalho local. Nos nove primeiros meses do ano, registrou 13.837 contratações e 10.144 desligamentos, com saldo de 3.693 empregos, aproximadamente 73% do total do município.
A indústria apresentou o segundo maior resultado, com 724 postos, seguida pela construção civil, com 585. O comércio acumulou saldo positivo de 96 empregos.
A agropecuária foi o único setor com redução no período: foram 745 admissões e 799 desligamentos, resultando no fechamento líquido de 54 postos.
| Setor | Saldo de janeiro a setembro |
|---|---|
| Serviços | 3.693 |
| Indústria | 724 |
| Construção civil | 585 |
| Comércio | 96 |
| Agropecuária | -54 |
| Total | 5.044 |
Somente em setembro, Toledo registrou 3.217 admissões e 3.036 desligamentos, com saldo de 181 empregos formais. Foi o sétimo maior resultado absoluto entre os 24 municípios com mais de 100 mil habitantes analisados.
O comércio liderou a geração de vagas no mês, com saldo de 96 postos. A indústria criou 83 e os serviços, 37. Já a agropecuária apresentou redução de quatro empregos, enquanto a construção civil fechou 31 postos.
Na avaliação do diretor de Políticas de Emprego e Relações do Trabalho e gerente da Agência do Trabalhador de Toledo, Vanderlei Timóteo, o desempenho reflete o trabalho de aproximação com as empresas para identificar necessidades e ampliar as possibilidades de contratação.
Vanderlei também chamou a atenção para a queda registrada na construção civil em setembro. Ele atribui o resultado principalmente à escassez de mão de obra e ao envelhecimento dos profissionais que atuam nos canteiros.
“Isso demanda uma renovação do perfil dos candidatos, e estamos atentos à busca de alternativas para oferecer ao mercado intermediação de mão de obra com qualidade e capacitação”, afirmou.
Na comparação do crescimento do estoque de empregos entre os municípios analisados, Toledo, com alta de 8,29%, ficou à frente de Araucária, com 5,88%; Arapongas, com 3,99%; Campo Largo, com 3,53%; e Foz do Iguaçu, com 3,46%.