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O Simepar confirmou que um tornado atingiu Maringá, no Noroeste do Paraná, na madrugada de segunda-feira (2). A classificação, concluída na terça-feira (3), enquadrou o fenômeno na categoria F2 da escala Fujita, com ventos estimados entre 180 e 250 quilômetros por hora.
A conclusão resultou da análise de dados meteorológicos, imagens aéreas e vistorias nos locais atingidos. Os especialistas identificaram um trajeto de aproximadamente 15 quilômetros, iniciado na região sudoeste da cidade.
Entre as evidências encontradas estavam telhas arremessadas por mais de 1.300 metros e folhas de zinco lançadas a distâncias superiores a 300 metros. Também foram observadas estruturas retorcidas, danos à vegetação e copas de árvores arrancadas.
Os primeiros sinais da intensidade do fenômeno apareceram nos radares e nas estações meteorológicas por volta das 3h de segunda-feira. Segundo o Simepar, uma linha de instabilidade ganhou força ao chegar à cidade, onde também foi identificada a passagem de uma supercélula.
Esse tipo de tempestade apresenta elevado grau de organização e pode produzir ventos destrutivos. Ao longo do dia, os meteorologistas cruzaram informações do radar com registros dos danos e dados de satélite.
Imagens aéreas fornecidas pelo Corpo de Bombeiros de Maringá contribuíram para a investigação e para a identificação das áreas que precisavam ser examinadas em campo.
O meteorologista Reinaldo Kneib e o coordenador de operações do Simepar, Marco Jusevicius, seguiram para Maringá ainda na segunda-feira. Na terça-feira, percorreram diferentes pontos do município para avaliar os efeitos da tempestade.
Com apoio da prefeitura, o levantamento incluiu sobrevoos com drones e helicóptero. A distribuição dos danos e as características dos materiais e da vegetação atingidos sustentaram a classificação como tornado F2.
A velocidade dos ventos apresentada pelo Simepar é uma estimativa associada à classificação do fenômeno, baseada no conjunto de evidências analisadas.