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O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) submeteu à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o pedido de registro de uma vacina contra a varicela, conhecida como catapora. A iniciativa integra o projeto de fornecimento do imunizante ao Sistema Único de Saúde (SUS), desenvolvido em parceria com a biofarmacêutica chinesa Sinovac.
A previsão do instituto é entregar 7 milhões de doses ao Ministério da Saúde em 2027. O fornecimento depende da aprovação do registro, etapa na qual a Anvisa avalia a documentação sobre segurança, qualidade e eficácia do produto.
Inicialmente, a vacina será importada da China, já finalizada e com embalagem e marca do Tecpar. A produção em território brasileiro é uma etapa futura da parceria e está prevista para o complexo laboratorial em implantação em Maringá.
Segundo a gerente do Centro de Transferência de Tecnologia do Tecpar, Carolina Perottoni, o registro será solicitado em nome do instituto, que ficará responsável pela liberação do produto no Brasil. Após a chegada, as doses passarão por verificações de temperatura e qualidade antes do encaminhamento ao ministério.
Em 2025, o Tecpar foi selecionado como o único laboratório público fornecedor de vacinas contra varicela e raiva humana ao Ministério da Saúde, conforme informações divulgadas pelo instituto. O projeto integra o programa de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP).
O diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, afirma que o objetivo é absorver conhecimento técnico e desenvolver capacidade produtiva nacional. “A meta é que futuramente possamos iniciar a produção local da vacina para suprir integralmente as necessidades do Sistema Único de Saúde”, declarou.
O processo de registro inclui informações sobre testes clínicos, células utilizadas, equipamentos, fabricação, controles de qualidade e licenças das instituições envolvidas. Segundo a previsão divulgada pelo Tecpar, a tramitação poderá levar de seis meses a um ano, sem data definida para aprovação.
As instituições já assinaram acordos de qualidade, que estabelecem como o Tecpar terá acesso às informações do produto. Também está em avaliação a minuta do contrato de fornecimento, com condições relacionadas à importação, distribuição e relação comercial.
Para Dimas Covas, cientista-chefe da Sinovac no Brasil, a transferência tecnológica envolve capacitação de equipes e implementação e validação das etapas produtivas em conjunto com o instituto paranaense.
O planejamento prevê que as vacinas contra varicela e raiva humana sejam produzidas no futuro complexo laboratorial do Tecpar em Maringá. A implantação da infraestrutura do Parque Tecnológico Industrial da Saúde alcançou 65% de execução, com conclusão dessa obra prevista para o fim de 2026.
Uma equipe de engenheiros da Sinovac visitou o local com técnicos do Tecpar e apresentou adequações necessárias à instalação da fábrica. O primeiro desenho das plantas também está sob análise da engenharia do instituto, para verificar a compatibilidade com as exigências brasileiras.
A próxima etapa prevê estimar os custos dos projetos básico e executivo, da construção e da operação da fábrica. A conclusão da infraestrutura do parque, portanto, não representa o início imediato da produção dos imunizantes.