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A Itaipu Binacional utiliza a capacidade disponível em seu reservatório para reter parte da água e reduzir os impactos da cheia do rio Paraná. Segundo a empresa, a diminuição do volume liberado pela usina contribuiu para que o nível máximo na Ponte da Amizade ficasse aproximadamente 2,5 metros abaixo do que seria registrado sem essa operação.
Apesar da medida, a previsão é de elevação do Paraná nos próximos dias, com possibilidade de atingir 118 metros acima do nível do mar na quarta-feira (28). A principal influência é a cheia do rio Iguaçu, que dificulta o escoamento na região da confluência dos dois rios.
O vertedouro de Itaipu foi reaberto às 9h30 desta segunda-feira (26), após o fechamento no fim da tarde de domingo. Conforme a empresa, a reabertura foi necessária para adequar a geração de energia à demanda do sistema elétrico brasileiro.
Na atualização divulgada nesta segunda-feira, apenas a calha esquerda permanecia aberta, com vazão de 3,1 milhões de litros por segundo. O volume é inferior ao registrado na semana passada, quando o vertimento superou 10 milhões de litros por segundo.
De acordo com o coordenador da Comissão Especial de Cheias, engenheiro Paulo Zanelli Jr., a retenção de água no reservatório permite regular a vazão do Paraná, mas não elimina os efeitos da cheia do Iguaçu.
“A cheia do rio Iguaçu dificulta o escoamento da água e provoca o efeito de remanso, levando, inevitavelmente, a um aumento no nível do rio Paraná”, explicou. O fenômeno ocorre quando o volume elevado do Iguaçu reduz a capacidade de escoamento do Paraná no encontro dos rios, abaixo da barragem.
Desde o início da tarde de domingo (25), a vazão do Iguaçu vem superando a do Paraná, situação considerada incomum pela Itaipu. Por volta das 2h desta segunda-feira, o Iguaçu transportava 17 milhões de litros por segundo, enquanto o Paraná registrava 11 milhões.
A média histórica informada pela empresa é de aproximadamente 2 milhões de litros por segundo no Iguaçu e 11 milhões no Paraná. No horário observado, portanto, o Iguaçu apresentava cerca de 8,5 vezes sua vazão média.
Embora a previsão divulgada pela usina não indique chuvas significativas nos próximos sete dias nas áreas acima e abaixo da barragem, o acompanhamento da cheia permanece necessário. A população deve consultar o Boletim Hidrológico da Itaipu e seguir os alertas da Defesa Civil.
Legenda: Fonte: Itaipu Binacional