Meio Ambiente Cheias no Iguaçu
Usinas da Copel registram maiores vazões de 2026
Segredo atingiu recorde desde o início da operação, em 1992; chuvas também elevaram o volume de água nas Cataratas do Iguaçu
26/10/2026 17h50
Por: João Livi
Usina de Segredo registrou a maior vazão de entrada de água desde o início de sua operação, em 1992. (Foto: Divulgação/Copel)

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As três grandes hidrelétricas da Copel no rio Iguaçu registraram, no fim de semana, as maiores vazões de entrada de água deste ano. Segundo a companhia, os picos ocorreram entre a tarde de sábado (24) e a manhã de domingo (25), após as chuvas que atingiram o Paraná desde sexta-feira.

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Em menos de 24 horas, a quantidade de água que chegava ao reservatório de Foz do Areia triplicou. Em Segredo e Salto Caxias, o volume dobrou. As usinas permanecem com comportas abertas para escoar a água e controlar os níveis dos reservatórios.

O maior destaque histórico foi registrado em Segredo: a entrada de água chegou a 9 milhões de litros por segundo no sábado, a maior vazão afluente desde que a usina entrou em operação, em setembro de 1992.

Foz do Areia e Salto Caxias também registram picos

Em Foz do Areia, que recebe água da cabeceira do Iguaçu, a vazão de entrada ultrapassou 6 milhões de litros por segundo no sábado. Conforme a Copel, o patamar é equivalente ao observado na cheia de 2023.

Salto Caxias, localizada no Sudoeste do Paraná, recebeu 17,5 milhões de litros por segundo na manhã de domingo. Foi a terceira maior vazão de entrada desde a inauguração do empreendimento, em 1999.

A vazão afluente corresponde à quantidade de água que chega ao reservatório por unidade de tempo. Os registros de Salto Caxias refletem as chuvas ao longo da bacia do Iguaçu, que abrange aproximadamente 70,8 mil quilômetros quadrados e cerca de 28% do território paranaense.

Cataratas chegam a quase 12 vezes a média

Nas Cataratas do Iguaçu, a vazão atingiu 17,7 milhões de litros por segundo na madrugada desta segunda-feira (26), o maior registro de 2026. O volume corresponde a quase 12 vezes a média histórica de 1,5 milhão de litros por segundo.

As decisões sobre a operação das usinas são coordenadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A Copel informou que mantém comunicação permanente com a Defesa Civil durante o acompanhamento da cheia.

A companhia orienta comunidades ribeirinhas e frequentadores dos rios a evitar áreas de risco. As informações sobre vazões nos reservatórios podem ser consultadas na página de monitoramento hidrológico da Copel.

 

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