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A Itaipu Binacional fechou a calha central do vertedouro às 15h40 de sexta-feira (23), como parte da estratégia para administrar os efeitos da cheia na região de Foz do Iguaçu. A calha esquerda permanece aberta, com vazão de 8 milhões de litros de água por segundo.
Segundo a usina, a redução do vertimento busca compensar o aumento previsto da vazão do rio Iguaçu e manter o rio Paraná próximo ao nível de 116,60 metros acima do nível do mar. Conforme as condições hidrológicas permitirem, a operação também deverá favorecer uma redução gradual desse patamar.
A calha central estava aberta desde as 11h de 15 de outubro. No momento do fechamento, não havia previsão de reabertura. A geração de energia seguirá normalmente, conforme as orientações dos operadores dos sistemas elétricos brasileiro e paraguaio, ONS e ANDE.
O reservatório de Itaipu atingiu 219,30 metros acima do nível do mar, conforme o acompanhamento das equipes técnicas. O nível está aproximadamente 1,20 metro abaixo do pico de 220,50 metros registrado em 13 de outubro.
Essa redução permite reter temporariamente parte da água que chega à usina e diminuir o volume liberado nos próximos dias. A capacidade disponível será utilizada para amortecer os efeitos da cheia sobre as áreas ribeirinhas.
A operação considera a previsão de que a vazão do Iguaçu passe de aproximadamente 5,5 milhões para até 12 milhões de litros por segundo. O rio deságua no Paraná abaixo da barragem de Itaipu, e o aumento de seu volume interfere nas condições de escoamento na região.
De acordo com o coordenador da Comissão Especial de Cheias da Itaipu, engenheiro Paulo Zanelli Jr., o ajuste busca preservar a estabilidade do Paraná durante a elevação do Iguaçu. “A redução do vertimento vai manter o Paraná estável enquanto o Iguaçu sobe”, explicou.
A comissão e os órgãos governamentais do Brasil e do Paraguai orientam os moradores de Foz do Iguaçu e região, especialmente os que vivem próximos aos rios, a consultar o Boletim Hidrológico no site da Itaipu e no Instagram da empresa, além de acompanhar os alertas da Defesa Civil.
As famílias que já foram transferidas para locais seguros devem permanecer nesses espaços e seguir as orientações das autoridades sobre o retorno às residências.