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Campo Mourão sediará, de 27 a 29 de outubro, o VIII Congresso Internacional de Desenvolvimento Sustentável (SD2026). Realizado pela primeira vez no Brasil, segundo a organização, o encontro terá atividades presenciais no Centro Universitário Integrado e participação on-line, com foco em resiliência climática e soluções para os municípios.
As inscrições estão abertas na página oficial do evento. A programação reunirá pesquisadores, gestores públicos, empreendedores, startups, representantes da sociedade civil, estudantes e professores do Brasil e do exterior.
Estão confirmados participantes de Portugal, Espanha, Croácia, Turquia, África do Sul e Luxemburgo, além do palestrante de abertura, do Peru. As edições anteriores passaram por Polônia, Portugal, Espanha, Turquia e África do Sul.
Gestão de resíduos, economia circular, drenagem urbana, energia, mobilidade e agricultura sustentável estão entre os assuntos previstos. O congresso também abordará conservação ambiental e articulação entre municípios e instituições.
Os debates serão organizados em cinco frentes: cidades inteligentes e governança territorial; transição energética e energias renováveis; economia circular e gestão de resíduos; resiliência climática e infraestrutura; e empreendedorismo e inovação aberta.
Para o responsável pela área de Inovação do Centro Universitário Integrado, Fabrício Pelloso Piurcosky, a resposta a esses desafios depende de ações conjuntas. Segundo ele, o encontro busca aproximar iniciativas do poder público, das instituições de ensino e das empresas, permitindo compartilhar experiências que possam ser adaptadas a outros territórios.
A palestra magna será ministrada por Edwin Vegas Gallo, reitor da Universidade Peruana de Ciências e Informática. O tema será “Do Rio 1992 a Paraná 2026: Avanços, Desafios e Perspectivas para a Sustentabilidade”.
Entre os convidados estão Luís Loures, presidente da Universidade Politécnica de Portalegre, e Rui Alexandre Castanho, pesquisador do VALORIZA e embaixador do Pacto Europeu para o Clima, ambos de Portugal.
Também estão previstas participações de representantes das universidades de Joanesburgo, Extremadura, dos Açores e da Madeira. Entre os nomes brasileiros está Luciana Cordeiro de Souza Fernandes, professora da Unicamp, escritora e vencedora do Prêmio Jabuti Acadêmico.
Segundo os organizadores, a escolha de Campo Mourão está relacionada à atuação local em sustentabilidade, pesquisa e inovação. O material de divulgação informa que o município recebeu, em 2026, certificação simultânea pelas normas ISO 37120, 37122 e 37123, que abrangem indicadores de cidades sustentáveis, inteligentes e resilientes.
A organização e o apoio envolvem Prefeitura de Campo Mourão, Centro Universitário Integrado, Unespar, UTFPR, Unicamp, Governo do Paraná, Campo Valley, UniSustentável, Instituto Água e Terra e Sphaera Axis.
O congresso prevê o compartilhamento de pesquisas, dados e projetos entre instituições de diferentes países. A programação também contempla a submissão de trabalhos científicos em inglês, conforme as condições disponibilizadas na página do evento.