Meio Ambiente Cheia na fronteira
Rio Paraná chega a 120,81 metros; equipes mantêm cautela
Itaipu aponta possibilidade de redução do nível, mas previsão de novas chuvas mantém acompanhamento das áreas atingidas no Brasil e no Paraguai
15/10/2026 17h40
Por: João Livi Fonte: Assessoria
Rio Paraná atingiu a cota de 120,81 metros nesta quinta-feira (15), enquanto equipes acompanham as áreas atingidas pela cheia. (Foto: William Brisida/Itaipu Binacional)

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O rio Paraná atingiu a cota de 120,81 metros acima do nível do mar na estação Puente de la Amistad nesta quinta-feira (15), segundo a Comissão Especial de Cheias da Itaipu Binacional. Embora a equipe indique possibilidade de uma leve redução do nível após a passagem da frente de instabilidade, a previsão de novas chuvas exige cautela.

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O coordenador da comissão, engenheiro Paulo Zanelli Jr., explica que o acompanhamento utiliza informações de diferentes centros meteorológicos para projetar cenários. Segundo ele, as previsões apresentam incertezas, o que exige preparação das equipes mesmo diante da expectativa de diminuição das chuvas.

Na manhã desta quinta-feira, representantes da Itaipu, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Marinha reuniram-se para alinhar as ações de acompanhamento da cheia e de atendimento às áreas atingidas.

Famílias fora de casa

Na Vila Bancária, na margem brasileira, cinco famílias precisaram deixar suas residências. Conforme as informações divulgadas, não foram registrados novos alagamentos em casas da localidade.

Também foram atingidos o Porto de Areia, às margens do rio Iguaçu, e o Cataratas Iate Clube, às margens do rio Paraná.

No Paraguai, prosseguem a assistência e a retirada preventiva de moradores dos bairros San Rafael e San Agustín, em Ciudad del Este. Mais de 600 pessoas já foram transferidas para locais seguros pela Assessoria de Responsabilidade Social da Itaipu.

Encontro dos rios dificulta escoamento

Segundo a binacional, a cheia decorre de chuvas acima do previsto na bacia incremental, no reservatório de Itaipu e na bacia do rio Iguaçu.

A usina regula a vazão liberada pelo reservatório, mas não controla as águas do Iguaçu, que desemboca no Paraná após a barragem. Quando a vazão do Iguaçu aumenta expressivamente, diminui a capacidade de escoamento do Paraná no encontro dos dois rios, elevando seu nível. Esse fenômeno é denominado efeito de remanso.

A gestão do reservatório contribui para regular o escoamento dentro dos limites operacionais. A Divisão de Estudos Hidrológicos da Itaipu mantém o monitoramento hidrometeorológico permanente.

Operação do vertedouro

Por razões operacionais, a calha central do vertedouro foi aberta novamente na manhã desta quinta-feira. A vazão pelas calhas esquerda e central chegou a 12.600 m³/s.

As equipes orientam a população a acompanhar o Boletim Hidrológico, disponível em www.itaipu.gov.br. Publicado em português e espanhol, o documento reúne informações atualizadas sobre as condições hidrológicas.

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