Toledo chegou ao fim de agosto com 4.855 novos empregos formais gerados em 2026, mantendo o maior saldo entre os municípios do interior do Paraná. O resultado decorre de 28.843 admissões e 23.988 desligamentos registrados entre janeiro e agosto, conforme os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
No ranking estadual em números absolutos, Toledo aparece atrás somente de Curitiba, que acumulou saldo de 18.227 empregos formais no período. Na sequência estão Londrina, com 3.577 novos postos; Maringá, com 3.364; e Cascavel, com 2.670.
O avanço também aparece no estoque de trabalhadores com carteira assinada. Toledo passou de 60.836 vínculos formais em dezembro de 2025 para 65.691 em agosto deste ano, crescimento de 7,98%. Entre os 24 municípios paranaenses com mais de 100 mil habitantes analisados, foi a maior expansão proporcional no período.
O setor de serviços concentra a maior parte do saldo positivo de Toledo em 2026. Foram 12.624 admissões e 8.982 desligamentos, resultando na criação de 3.642 postos formais entre janeiro e agosto.
A indústria aparece em seguida, com saldo de 643 empregos, a partir de 7.583 admissões e 6.940 desligamentos. A construção acrescentou 616 postos, enquanto o comércio ficou praticamente estável, com saldo positivo de uma vaga.
A agropecuária foi o único dos cinco grandes setores a terminar o período com resultado negativo. Foram 661 admissões e 708 desligamentos, o que representa redução de 47 postos de trabalho.
Somente em agosto, as empresas instaladas em Toledo realizaram 3.920 admissões e 3.161 desligamentos, deixando saldo positivo de 759 empregos. É o maior resultado registrado pelo município para um mês de agosto desde 2020, quando passou a ser utilizada a atual metodologia do Caged.
Entre os 24 municípios paranaenses com mais de 100 mil habitantes, Toledo teve o segundo maior saldo do mês. Curitiba abriu 906 postos, enquanto Foz do Iguaçu registrou 668; Londrina, 559; e São José dos Pinhais, 524.
Os serviços novamente concentraram a maior parcela do resultado mensal, com saldo de 660 empregos. A construção abriu 98 vagas; a indústria, 51; e o comércio, 17. Na agropecuária, houve saldo negativo de 67 postos.
Outro indicador apresentado relaciona o estoque de empregos formais à população. Os 65.691 trabalhadores com carteira assinada correspondem a 40,39% da população de Toledo.
Nesse recorte, o município aparece na segunda posição entre as cidades paranaenses analisadas, atrás de Curitiba, com 44,50%. Na sequência estão Pinhais, com 40,27%; Maringá, com 39,49%; e São José dos Pinhais, com 37,81%.
O diretor de Políticas de Emprego e Relações do Trabalho da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo e gerente da Agência do Trabalhador de Toledo, Vanderlei Timóteo, afirma que os indicadores são utilizados para orientar ações de intermediação de mão de obra, qualificação profissional e aproximação com o setor produtivo.
Para ele, a qualificação profissional também será determinante para ampliar as condições de empregabilidade e retenção dos trabalhadores diante das mudanças no mercado de trabalho.