O Colégio Evangélico Martin Luther realiza a 13ª edição da Fecimartin, feira do conhecimento que mobiliza alunos da educação infantil ao ensino médio. A edição de 2026 ganhou formato ampliado, com envolvimento de todas as turmas do educandário em uma mesma programação.
Em entrevista concedida à Revista Especiais - assista em nosso canal do YouTube -, o diretor do colégio, Ildemar Kanitz; a vice-diretora, Gislayne de Melo Toledo; e o coordenador da 13ª Fecimartin, professor Marcelo Dill, explicaram a proposta pedagógica do evento, os formatos de apresentação e a participação da comunidade escolar.
A feira segue aberta à visitação da comunidade e reúne trabalhos desenvolvidos ao longo do ano letivo, com diferentes abordagens conforme a etapa de ensino.
Segundo Ildemar Kanitz, em edições anteriores a Fecimartin era organizada em momentos separados: educação infantil e ensino fundamental em uma etapa, e ensino fundamental dois e ensino médio em outra.
Para 2026, o colégio decidiu reunir todos os segmentos nos mesmos dias, mesmo com maior complexidade organizacional.
A proposta, segundo o diretor, é dar mais unidade à feira e permitir que a comunidade acompanhe a produção dos cerca de 930 alunos do colégio.
Gislayne de Melo Toledo explicou que os trabalhos não começam apenas na semana da feira.
Na educação infantil e no ensino fundamental um, muitos projetos são desenvolvidos desde o início do ano, em parceria com professores e famílias.
Já no ensino fundamental dois, a organização se intensifica a partir do fim do primeiro semestre, com orientação do professor Marcelo Dill e definição dos temas pelos alunos.
Marcelo Dill destacou que a Fecimartin não se limita a um único tema.
Segundo ele, a feira é pensada como espaço amplo de ciência, conhecimento e desenvolvimento de habilidades.
Os estudantes são estimulados a escolher temas, organizar grupos, definir formatos de apresentação, resolver problemas e tomar decisões durante o processo.
A 13ª Fecimartin reúne três formatos principais de apresentação: exposições, apresentações e teatro ou encenações com experimentações.
Na educação infantil, em razão da faixa etária, os trabalhos são apresentados principalmente em formato de exposição, com participação das famílias e dos profissionais da escola.
No ensino fundamental um, os alunos já iniciam apresentações mais estruturadas sobre temas desenvolvidos ao longo do ano. Nos anos finais e no ensino médio, os trabalhos ganham formatos mais elaborados, com encenações, experimentos e explicações conduzidas pelos próprios estudantes.
A feira é aberta à comunidade.
Ildemar reforçou que a visitação não é restrita às famílias do colégio. Toda a comunidade rondonense está convidada a conhecer os trabalhos, acompanhar as apresentações e observar o que os alunos pesquisaram e desenvolveram.
Além das famílias, o colégio também recebe estudantes de outras instituições de ensino.
De acordo com a direção, várias escolas participaram da programação.
Na manhã de um dos dias de visitação, cerca de 600 alunos de outras escolas estiveram no Martin Luther para acompanhar a Fecimartin.
A participação de outras instituições reforça o caráter comunitário da feira e amplia o alcance pedagógico do evento.
Gislayne destacou que todos os alunos do colégio participam de alguma forma.
Mesmo as turmas da educação infantil têm trabalhos expostos.
No caso do terceirão, embora não haja apresentação em sala específica, os estudantes também desenvolveram trabalho que integra a exposição da escola.
A feira conta ainda com comissão julgadora para avaliar os trabalhos a partir do sexto ano.
Marcelo explicou que os estudantes são organizados em categorias: sextos e sétimos anos, oitavos e nonos anos, e ensino médio.
Em cada categoria, haverá premiação para primeiro, segundo e terceiro lugares, com entrega de medalhas aos classificados.
Para Ildemar Kanitz, a Fecimartin vai além da apresentação de conteúdos.
O diretor explicou que, embora o Martin Luther mantenha forte preparação acadêmica para resultados em Enem e vestibulares, projetos como a feira permitem desenvolver outras habilidades fundamentais.
Entre elas estão trabalho em grupo, convivência, resolução de conflitos, organização, tomada de decisões e capacidade de transformar teoria em prática.
O diretor destacou que o processo também envolve dificuldades.
Segundo ele, muitos alunos enfrentam problemas ao perceber que aquilo que haviam planejado nem sempre funciona na prática.
Nesses momentos, precisam reorganizar ideias, buscar soluções, lidar com frustrações e encontrar novos caminhos para apresentar seus trabalhos.
Gislayne afirmou que a participação na Fecimartin gera crescimento visível nos estudantes.
Segundo ela, alunos que entram no processo pela primeira vez apresentam evolução ao longo da preparação e saem da feira com maior desenvoltura.
Marcelo também ressaltou o desenvolvimento da autonomia, especialmente na resolução de problemas e na condução final dos trabalhos.
A direção reforça o convite para que a comunidade visite a 13ª Fecimartin e conheça os trabalhos apresentados pelos alunos.
A feira segue aberta até a manhã seguinte, com visitação até as 11h.
A proposta é abrir a escola para a comunidade, valorizar a produção dos estudantes e mostrar como o conhecimento também se constrói por meio da pesquisa, da prática, da convivência e da criatividade.