Marechal Cândido Rondon terá uma Casa do Estudante Universitário da Unioeste. A estrutura integra projeto do Governo do Estado do Paraná para implantação de moradias estudantis nos campi da universidade e foi anunciada durante ato realizado na reitoria da instituição, em Cascavel.
Em entrevista concedida à Revista Especiais - assista em nosso canal do YouTube -, o diretor do campus de Marechal Cândido Rondon da Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Unioeste, professor Emerson Fey, destacou que a conquista atende a uma demanda antiga da comunidade acadêmica.
A nova estrutura será construída no Campus 2, área onde está localizado o Complexo de Laboratórios do Centro de Ciências Agrárias, nas proximidades do loteamento Avenidas.
Segundo Emerson Fey, a Casa do Estudante representa mais um avanço nas políticas de assistência estudantil da Unioeste.
Ele lembrou que, por muitos anos, uma das principais demandas era a implantação do restaurante universitário, que hoje já funciona como importante apoio aos acadêmicos.
No restaurante, estudantes podem almoçar e jantar por R$ 4. Para quem está inscrito no CadÚnico, o valor é de R$ 2,50 por refeição, o que ajuda a reduzir os custos de permanência na universidade.
Além da alimentação, a moradia é outro fator decisivo para estudantes de outros municípios.
Emerson explicou que muitos acadêmicos precisam se deslocar diariamente ou morar em Marechal Cândido Rondon para frequentar os cursos da Unioeste.
A Casa do Estudante, segundo ele, fortalece essa rede de apoio, oferecendo alternativa de moradia a estudantes que enfrentam dificuldades para se manter durante a graduação.
A Casa do Estudante de Marechal Cândido Rondon terá 35 vagas.
Serão 34 vagas regulares e uma vaga destinada a pessoa com deficiência.
Conforme o diretor, a moradia será voltada a alunos da Unioeste, especialmente estudantes de baixa renda que necessitam de apoio para permanecer no ensino superior.
O local da construção já está definido.
A estrutura será implantada no chamado Campus 2, área vinculada ao Centro de Ciências Agrárias.
De acordo com Emerson, o espaço já está reservado, o projeto está pronto e a licitação encontra-se em fase final, restando a assinatura do contrato para o início das próximas etapas.
O diretor explicou que os recursos financeiros para a obra já estão disponíveis.
A previsão é que os trabalhos comecem assim que a etapa administrativa for concluída, com a emissão da ordem de serviço.
Embora ainda não haja data exata para conclusão, Emerson avalia que a Casa do Estudante poderá estar disponível até o fim do próximo ano ou início do ano seguinte.
A obra da Casa do Estudante em Marechal Cândido Rondon terá investimento de R$ 3,5 milhões.
Segundo Emerson, o valor representa mais um passo na consolidação da Unioeste e do campus local.
Ele também destacou que a implantação de casas estudantis nos campi foi compromisso assumido pela reitoria e construído em conjunto com as unidades da universidade.
A forma de seleção dos estudantes ainda será regulamentada pela Unioeste.
Emerson explicou que a universidade deverá elaborar uma resolução ou normativa interna para definir os critérios de acesso, as regras de funcionamento e o modelo de gestão da Casa do Estudante.
A expectativa é que a administração tenha participação direta da Unioeste e, possivelmente, também algum modelo compartilhado com os próprios moradores.
O diretor afirmou que ainda não há definição sobre eventual coparticipação dos estudantes.
Caso exista algum valor, a tendência é que seja simbólico, nos moldes da política adotada no restaurante universitário.
A decisão, segundo ele, deverá ser discutida entre os campi e no Conselho Universitário, responsável por normas e regras institucionais.
Emerson Fey destacou que a universidade pública precisa trabalhar em três frentes: garantir o acesso, assegurar a permanência e permitir que o estudante conclua sua formação.
Para ele, políticas como restaurante universitário, auxílio transporte, auxílio moradia e Casa do Estudante ajudam a reduzir barreiras para acadêmicos que vêm de famílias com menor renda ou de escolas públicas.
O diretor também mencionou a importância de ampliar políticas de apoio às licenciaturas, especialmente diante da necessidade de formar novos professores.
Durante a entrevista, Emerson também lembrou a trajetória histórica da educação superior em Marechal Cândido Rondon.
O campus tem origem na antiga Facimar, Faculdade de Ciências Humanas de Marechal Cândido Rondon, mantida pela Fundemar, Fundação Educacional de Marechal Cândido Rondon.
Segundo ele, a consolidação da Unioeste transformou a região e hoje o campus local reúne cursos de graduação, programas de pós-graduação, mestrados e doutorados.
Conforme Emerson, a comunidade acadêmica do campus gira em torno de 1.500 a 1.600 estudantes.
Com professores, servidores, estagiários e trabalhadores terceirizados, o movimento ligado à universidade ultrapassa 2.100 pessoas.
Na avaliação do diretor, a Unioeste se tornou uma “grande indústria sem chaminé” em Marechal Cândido Rondon, com impacto direto na educação, na economia e no desenvolvimento regional.
As regras de acesso à Casa do Estudante serão divulgadas pela Unioeste quando estiverem definidas.
Emerson explicou que a universidade conta com assessoria de assistência estudantil vinculada à reitoria e com assessores locais no campus, que poderão orientar os acadêmicos.
A definição das normas deverá ocorrer à medida que as primeiras estruturas forem ficando prontas, começando pelo campus de Cascavel.
Para o diretor, a Casa do Estudante representa uma conquista importante para Marechal Cândido Rondon.
A nova estrutura deve ampliar as condições de permanência dos acadêmicos, especialmente daqueles que precisam sair de outros municípios para estudar na Unioeste.
Com restaurante universitário, auxílios estudantis e agora a futura moradia universitária, o campus reforça sua função pública de garantir acesso ao ensino superior e contribuir para a formação profissional na região Oeste do Paraná.