Agronegócio Avicultura
Paraná reforça biosseguridade para proteger liderança na avicultura
Responsável por mais de 40% das exportações brasileiras de carne de frango, Estado tem no controle sanitário um fator decisivo para preservar mercados e sustentar o crescimento do setor
28/08/2026 11h34 Atualizada há 15 horas
Por: João Livi Fonte: Sindiavipar
Presidente do Sindiavipar e sócio-fundador da Globoaves, Roberto Kaefer destacou durante a Expo + Indústria 2026 a importância da biosseguridade para preservar a competitividade da avicultura paranaense. (Foto: Divulgação)

Líder nacional na produção e nas exportações de carne de frango, o Paraná tem na biosseguridade um dos principais desafios para preservar sua posição no mercado mundial. O alerta foi apresentado pelo presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Roberto Kaefer, durante a Expo + Indústria 2026, em Pinhais.

Ao abordar o tema “Campo à Mesa: A Segurança Alimentar na Cadeia Avícola”, Kaefer defendeu o fortalecimento permanente das práticas de governança sanitária. Na avaliação do dirigente, a regularidade das operações industriais e o rígido controle biológico são fundamentais para proteger a reputação conquistada pela produção paranaense e brasileira no exterior.

Continua após a publicidade

“A segurança alimentar e o status sanitário não são apenas obrigações acessórias, mas as engrenagens que nos mantêm competitivos”, afirmou.

Paraná concentra mais de 40% das exportações

A preocupação ganha dimensão diante da participação paranaense na cadeia avícola brasileira. O Estado responde por 35% do abate nacional de frangos e por mais de 40% do volume exportado pelo país.

Somente em 2025, o Paraná embarcou 2,05 milhões de toneladas de carne de frango para o mercado internacional, movimentando US$ 3,53 bilhões.

O desempenho estadual está inserido em um setor que mantém perspectivas de expansão. O Brasil ocupa a posição de maior exportador mundial e segundo maior produtor de carne de frango.

Projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicam produção entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026. No mercado internacional, os embarques brasileiros podem alcançar 5,875 milhões de toneladas, crescimento de até 10,3% e novo patamar histórico para o setor.

Tecnologia também entra na estratégia

Além da biosseguridade, a incorporação de tecnologia às operações industriais foi apontada como estratégica para acompanhar o crescimento da demanda e enfrentar a pressão sobre os custos.

A agenda do Sindiavipar junto aos fornecedores de tecnologia durante a Expo + Indústria foi coordenada pelo diretor executivo da entidade, Paulo Candido. Entre as frentes discutidas estiveram soluções relacionadas à automação e ao uso de dados na cadeia produtiva.

“O papel institucional do sindicato é dar suporte para que a indústria de processamento siga quebrando recordes de produtividade de forma sustentável, mantendo a eficiência frente aos principais competidores globais”, destacou Candido.

Com participação expressiva na produção brasileira e forte dependência dos mercados externos, a avicultura paranaense tem na preservação do status sanitário uma condição estratégica para manter mercados já conquistados e sustentar a expansão das exportações.