O Paraná ocupa a terceira colocação no Ranking de Competitividade dos Estados 2026, levantamento elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). A nova edição também registra uma mudança histórica na liderança: Santa Catarina superou São Paulo e assumiu pela primeira vez o posto de estado mais competitivo do Brasil.
São Paulo, que permaneceu no topo durante 14 anos consecutivos, caiu para a segunda posição. O Paraná aparece logo atrás, em terceiro, seguido pelo Rio Grande do Sul, que avançou uma colocação e chegou ao quarto lugar.
O desempenho paranaense chama atenção pela regularidade. O Estado figura entre os dez primeiros colocados em todos os dez pilares analisados pelo levantamento, resultado que considera diferentes dimensões da administração pública, economia e qualidade de vida.
O ranking compara as 27 unidades da Federação a partir de 100 indicadores distribuídos em dez pilares: infraestrutura, sustentabilidade social, segurança pública, educação, solidez fiscal, eficiência da máquina pública, capital humano, sustentabilidade ambiental, potencial de mercado e inovação.
Santa Catarina chegou à liderança apresentando desempenho entre os cinco melhores estados em todos os pilares avaliados. O Estado lidera em segurança pública, sustentabilidade social, potencial de mercado e capital humano.
Também avançou significativamente em eficiência da máquina pública, saltando da décima para a terceira colocação. Outro indicador favorável é o mercado de trabalho: no primeiro trimestre de 2026, Santa Catarina registrou a menor taxa de desocupação do País, segundo a Pnad Contínua.
São Paulo, mesmo perdendo a liderança geral, permanece na primeira posição nos pilares de infraestrutura, educação e sustentabilidade ambiental.
A edição de 2026 evidencia a força dos estados da região Sul. Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul aparecem entre os quatro primeiros colocados do País.
O Centro-Oeste também ampliou sua presença nas primeiras posições. As quatro unidades federativas da região estão entre as dez mais competitivas, indicando uma mudança gradual na distribuição geográfica dos estados com melhor desempenho.
O levantamento continua mostrando, porém, forte diferença entre Sul, Sudeste e Centro-Oeste e os estados das regiões Norte e Nordeste.
Entre as exceções está o Ceará, que avançou para a 11ª colocação geral e chegou ao quinto lugar no pilar Educação. O Piauí também alcançou seu melhor resultado histórico, subindo para a 19ª posição.
Na média nacional, o ranking identificou evolução de indicadores relacionados à sustentabilidade ambiental, potencial de mercado e educação.
Em sentido contrário, a segurança pública registrou piora de 9,3% na mediana da nota bruta nacional. Eficiência da máquina pública e solidez fiscal também apresentaram recuo.
O levantamento demonstra ainda que competitividade não depende exclusivamente do tamanho da economia de cada estado. Fatores como educação, infraestrutura, capacidade fiscal, qualidade institucional, segurança, inovação e formação profissional também influenciam diretamente a posição ocupada no ranking.
Na classificação de 2026, Santa Catarina ocupa o primeiro lugar, São Paulo aparece em segundo, Paraná em terceiro e Rio Grande do Sul em quarto, colocando três estados da região Sul entre os quatro mais competitivos do Brasil.