As exportações brasileiras de carne de frango alcançaram 519,2 mil toneladas em julho, crescimento de 29,9% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram embarcadas 399,6 mil toneladas. Os dados são da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
A receita com os embarques chegou a US$ 991,2 milhões, avanço de 34,3% na comparação anual. Em julho de 2025, o faturamento havia sido de US$ 737,8 milhões.
No acumulado de janeiro a julho, o Brasil exportou 3,455 milhões de toneladas, volume 15,2% superior às 3 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano passado. A receita chegou a US$ 6,690 bilhões, crescimento de 19,3% sobre os US$ 5,609 bilhões obtidos em 2025.
O Paraná foi o principal estado exportador de carne de frango em julho, com 227,1 mil toneladas embarcadas. O volume representa crescimento de 49,3% em relação ao mesmo mês de 2025.
Na sequência aparecem Santa Catarina, com 114,4 mil toneladas e alta de 20,0%; Rio Grande do Sul, com 58 mil toneladas e avanço de 25,5%; São Paulo, com 29,2 mil toneladas e crescimento de 9,0%; e Goiás, com 25,8 mil toneladas e alta de 13,3%.
O desempenho paranaense reforça o peso do estado na cadeia produtiva avícola brasileira e sua participação nas vendas externas do setor.
A China foi o principal destino das exportações brasileiras em julho, com 70,5 mil toneladas. O mercado estava fechado no mesmo mês de 2025.
Os Emirados Árabes Unidos receberam 41,4 mil toneladas, queda de 19,9%; a Arábia Saudita, 39,717 mil toneladas, alta de 26,2%; e o Japão, 38,5 mil toneladas, recuo de 10,2%.
A União Europeia importou 36,8 mil toneladas, enquanto a África do Sul recebeu 26,1 mil toneladas. Esses dois mercados também estavam fechados em julho de 2025.
A ABPA ressalta que a comparação anual ocorre sobre uma base influenciada pelos impactos da ocorrência de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade registrada em 2025, situação já superada no país.
Conforme o presidente da ABPA, Ricardo Santin, em declaração divulgada pela própria entidade, os números de julho refletem a retomada dos embarques e a presença brasileira em diferentes mercados.
“Os resultados de julho confirmam a capacidade de resposta da cadeia produtiva brasileira e a força da presença do Brasil em diferentes mercados”, afirmou Santin, segundo a ABPA.
O avanço observado em julho também se repete no acumulado de 2026. Entre janeiro e julho, o volume exportado cresceu 15,2% e a receita aumentou 19,3%.