A Alibra entregou em Marechal Cândido Rondon o espaço “Bem-vindo”, nova estrutura de recepção, controle de acesso, apoio a colaboradores, visitantes, terceiros e motoristas. A obra integra uma sequência de investimentos realizados pela empresa na planta local e marca mais uma etapa do processo de modernização da indústria.
Em entrevista concedida à Revista Especiais - assista em nosso canal do YouTube -, o CEO da Alibra, Luiz Alberto Gonzatti, afirmou que o novo espaço contempla três grandes objetivos: ampliar o controle de entrada e saída da unidade, oferecer estrutura adequada para motos e bicicletas dos colaboradores e qualificar a recepção de pessoas que chegam à empresa.
Segundo ele, a entrega reforça a preocupação da Alibra com segurança, acolhimento, eficiência operacional e valorização das pessoas que fazem parte do cotidiano da indústria.
O novo espaço conta com guarita centralizada, por onde passam funcionários, terceiros, cargas e visitantes. A estrutura também possui balança, permitindo maior controle sobre a movimentação de entrada e saída da unidade.
Anexo ao espaço, a Alibra implantou estacionamento para motos e bicicletas. A demanda vinha crescendo nos últimos anos, em razão do aumento no número de colaboradores que utilizam esses meios de transporte.
De acordo com Gonzatti, o novo estacionamento conta com mais de 150 posições para motos, bicicletas e bicicletas elétricas, inclusive com possibilidade de carregamento dos equipamentos.
A recepção é apontada pelo CEO como a parte principal da nova estrutura. O espaço foi planejado para receber visitantes, prestadores de serviço, parceiros e pessoas que não precisam ingressar diretamente na unidade produtiva.
O ambiente conta com salas de reunião, vestiários e áreas de atendimento, permitindo que determinadas atividades sejam realizadas sem necessidade de circulação interna pela fábrica.
Para Gonzatti, a estrutura melhora a experiência de quem chega à Alibra e reforça o compromisso da empresa com organização, segurança e acolhimento.
Entre os pontos destacados pelo CEO está a criação de um espaço de amamentação. A estrutura foi pensada para funcionárias que retornam ao trabalho após a licença-maternidade, mas seguem amamentando seus filhos.
Nesse ambiente, a criança pode ser levada até a unidade sem necessidade de entrada na área produtiva. A funcionária, por sua vez, conta com local adequado para amamentar pelo período necessário.
A iniciativa, segundo Gonzatti, faz parte de uma visão mais ampla de cuidado com as pessoas e de adequação da empresa às necessidades reais dos colaboradores.
O espaço “Bem-vindo” também contempla uma estrutura específica para motoristas. Como a maior parte dos produtos da Alibra chega e sai por caminhões, muitos profissionais permanecem na unidade por longos períodos, eventualmente durante o dia ou a noite.
Para atendê-los melhor, a empresa criou um espaço onde é possível preparar refeições, tomar banho, descansar e tomar café.
Gonzatti afirma que os motoristas precisam e merecem esse suporte, e que a empresa tem condições de proporcionar uma estrutura mais adequada a esses profissionais.
A entrega do espaço “Bem-vindo” ocorre após outros investimentos voltados ao público interno, como restaurante e área de convivência dos colaboradores. Para o CEO, essas obras demonstram a atenção da Alibra ao seu quadro funcional.
Ele ressalta, porém, que há outras ações menos visíveis, mas igualmente importantes, principalmente na formação e desenvolvimento das pessoas.
Segundo Gonzatti, a empresa procura oferecer condições para que colaboradores cresçam dentro da própria organização, sem precisar buscar oportunidades em outras empresas.
O CEO também detalhou os ciclos de investimento realizados desde a aquisição da Alibra pela Axion. O primeiro ciclo foi voltado à adequação industrial, com melhorias estruturais e estação de tratamento de efluentes, preparando a fábrica para certificações e novos mercados.
O segundo ciclo teve foco no aumento da capacidade produtiva. Nesse período, foram construídas duas novas plantas: uma com tecnologia de aglomeração e outra voltada a queijos e molhos.
Segundo Gonzatti, os investimentos recentes somam aproximadamente R$ 130 milhões. Esse ciclo está sendo concluído, com a planta entregue e em ritmo próximo ao normal de produção.
Para os próximos 12 a 15 meses, a Alibra planeja um novo ciclo de investimentos, estimado entre R$ 50 milhões e R$ 60 milhões.
Diferente do ciclo anterior, o foco será menos na ampliação direta da capacidade produtiva e mais no avanço tecnológico da instalação. Um dos principais projetos previstos é a implantação de um centro de tecnologia.
A estrutura deverá reunir áreas técnicas e de qualidade, com o objetivo de acelerar o desenvolvimento de novos produtos e ampliar a conexão com clientes.
Gonzatti explica que, em muitos casos, a Alibra desenvolve produtos em parceria com os próprios clientes. Chefes e equipes técnicas da empresa trabalham ao lado das equipes dos clientes para criar novas aplicações, formulações e soluções.
Com o centro de tecnologia, esse processo deve se tornar mais eficiente e rápido.
O objetivo é posicionar a unidade de Marechal Cândido Rondon em um novo patamar de competitividade, ampliando a capacidade de atendimento a mercados mais exigentes e diversificados.
A Alibra foi fundada em 2001 por empresários de São Paulo. Posteriormente, a empresa foi adquirida pela Axion, gestora de investimentos formada por gestores brasileiros.
Segundo Gonzatti, a Axion capta recursos em mercados mais maduros, especialmente nos Estados Unidos, e investe em empresas brasileiras de médio porte com potencial de crescimento.
A proposta é dinamizar os negócios, acelerar a expansão, qualificar infraestrutura, melhorar governança e preparar as empresas para um novo nível de competitividade. Em determinado momento, o fundo pode deixar a organização por meio de venda ou abertura de capital, conforme a realidade de cada empresa.
Com quase 30 anos de experiência industrial e passagens por grandes grupos internacionais, Gonzatti afirma que a unidade da Alibra em Marechal Cândido Rondon caminha para se tornar uma planta capaz de operar em qualquer lugar do mundo.
Ele destaca a combinação entre tecnologias robustas, acesso a matérias-primas de qualidade e uma equipe comprometida, formada por cerca de 500 colaboradores.
Para o CEO, a força das pessoas da região, somada à estrutura de capital e à clareza estratégica, cria condições para que a Alibra avance em mercados nacionais e internacionais.
A Alibra atua na indústria de ingredientes e derivados lácteos e, segundo Gonzatti, está entre as líderes de mercado no Brasil dentro dos segmentos em que se propõe a operar.
Mais da metade dos produtos fabricados pela empresa, conforme afirmou, tem a Alibra como única fabricante brasileira. Isso gera vantagem competitiva, mas também traz o desafio de ser pioneira em determinadas soluções.
Atualmente, a empresa exporta para aproximadamente 30 países e mantém projetos para ampliar sua participação internacional.
A produção da Alibra atende principalmente dois segmentos: indústria e food service. Embora também tenha presença em produtos voltados ao consumidor final, essa ainda ocorre em menor escala.
Gonzatti afirma que indústria e food service são segmentos complementares. Segundo ele, o comportamento de consumo tem mudado, com mais pessoas comprando alimentos prontos, em restaurantes, marmitas e delivery.
Nesse cenário, o food service cresce mais rapidamente que a indústria tradicional. A Alibra tem participado de feiras do setor e desponta, conforme o CEO, como uma das empresas em crescimento nesse mercado.
Ao final da entrevista, Luiz Alberto Gonzatti destacou a intenção da empresa de seguir em Marechal Cândido Rondon por muitos anos. Ele afirmou que a Alibra precisa continuar atraindo pessoas com desejo de crescer junto com a organização.
Mesmo não sendo natural do município, o CEO disse admirar o ambiente local, a forma como as pessoas trabalham e a capacidade da comunidade de desenvolver negócios.
Para Gonzatti, a Alibra é reflexo desse ambiente e pretende continuar contribuindo com o desenvolvimento industrial e econômico de Marechal Cândido Rondon.