A motivação realmente é uma “força, impulso ou um gatilho mental” que funciona através de estímulos internos e externos, fazendo cada pessoa agir e reagir diante de circunstâncias da vida quotidiana. Portanto, se relaciona com um fator profundamente de interesse que produz um pensamento e sentimento para realização de algo. É uma “chamada para agir” que ativa neurotransmissores e receptores sinápticos para recompensas e resultados de gratificação. Aristóteles, filósofo grego postulava que a motivação era o resultado de um “apetite” ou “vontade” de algo potencial ou uma finalidade existencial. É a representação mental de um propósito ou um referencial do que é presente em relação a um estimulo para perseguir ( positivo) ou evitar ( negativo ).
De acordo com as expectativas de satisfação projetadas por cada individuo, as pessoas fazem ou deixam de fazer aquilo que é importante e atribuem consequências aos seus passos na direção dos resultados. Essas consequências reforçam e criam novos circuitos de motivação para novas atitudes que associadas com aprendizagens vão se repetindo, sugerindo ciclos de conquista e qualidade de vida. A motivação, no entanto, é centrada na individualidade, cada pessoa tem seu “gatilho motivacional” endógeno ( interno ) ou exógeno ( externo ) e benefícios pessoais ou coletivos.
Os conceitos de meta ( curto prazo ), objetivo ( médio prazo ) e propósito ( longo prazo) continuam sendo utilizados frequentemente pelas pessoas e organizações, caracterizando os esforços para atingir os fins planejados ( o que e porque fazer ) numa plataforma de estratégias ( como fazer ), incorporando as condições essenciais de uma vida saudável e realizadora. O importante é estabelecer uma mentalidade positiva em relação ao futuro, sendo de fato a expressão “ quem planta colhe” com efeito é muito significativa no dia-a-dia das atividades pessoais e profissionais.
No entanto, os “valores” ( qualidades e competências ) e “crenças” ( conceitos ) determinam muito a possibilidade de realização. É verdadeiro que todos possuem capacidades, sendo o que faz diferença numa sociedade meritocrata é USAR seus valores e promover atitudes diária com disciplina e perseverança. Estabelecer prioridades é também administrar o tempo, aquele clichê “não tenho tempo” é somente uma questão de definir prioridades, daquilo que realmente importa tanto pelas demandas internas ou externas vividas.
Outro ponto muito válido é compreender a necessidade de relacionamentos construtivos como um aspecto essencial para motivações e realizações. É provável que este princípio estrutura muito as finalidades de completar aquilo que desejamos e as verdadeiras intenções para alcançar o sucesso e a prosperidade. O que impulsiona muitas vezes são excelentes relações mais humanizadas, participativas e focadas no autêntico crescimento de indivíduos e coletividade, sendo que os exemplos de vida mostram exatamente essas particularidades, e portanto, uma convivência sadia pode exercer influência determinante em todas as situações: profissional, conjugal, social e religiosa.
O autoconhecimento historicamente continua exercendo muito o poder sobre limitações e motivações partindo do estado atual e chegando ao estado desejado. Primeiro e, sobretudo, mais interessante é definir seu estado desejado. É preciso ter muito claro o objetivo final, pois o sistema neurológico é cibernético com circuitos que se articulam e devem ser assim, para não adoecer. Tudo significa que, a partir do momento que se tenha certeza do seu objetivo, tudo segue mais fácil para atingir e realizar! Uma pesquisa feita na Universidade do Leste dos EUA, onde no passado numa turma de alunos, 3% colocou no papel seus objetivos. Nos dias atuais já com mais idade, de todos apenas os 3% que definiram seus planos alcançaram mais êxito. Após identificar com detalhes o que deseja, é necessário reunir informações sobre a situação atual em que se encontra promovendo suas habilidades e competências ( recursos ), num modo de usar seu potencial ao longo do tempo. A principal interferência é aquela que existe dentro dos próprios indivíduos ou como chamamos “terrorismos internos” que sabotam seus planos e esforços. As inferências são três: Não desejar algo, o não saber de suas competências e dar a chance de FAZER as coisas acontecer.
Existem muitas pessoas vivendo na teoria de seus propósitos, lembrando que é o movimento congruente que realiza pela proatividade do que devemos fazer e alcançar. A superação do medo de viver e conquistar é sobreposto pelo ACREDITAR naquilo que é necessário, sendo muito importante para cada pessoa e organizações potencializar esses gatinhos mentais. A reatividade, contudo, é esperar que aconteça ou procrastinar tudo aquilo que desejamos, no entanto, todos os rumos conduzem para superação e aproveitamento das oportunidades que existentes para todos. Assim, adversidades todos possuem e cada vez mais desafiadoras no mundo atual, e no mais é essencial agradecer tudo! Quem tem o hábito da gratidão percebe o VALOR e as oportunidades, daquilo que é grande, e reclamar já diz: “lamentar duas vezes”. No livro “Psicologia Positiva e Inteligência Emocional, Ed. Escala, 2023”, a autor aponta que ser inteligente a priori é cuidar de suas crenças para serem realizadoras, criando condições mais favoráveis de aproveitar no futuro as portas que se abrem ao longo do caminho. Assumir o compromisso de viver aquilo que desejamos na prática é um grande diferencial, investindo energia em seus recursos e habilidades para um reconhecimento maior e, portanto, usufruir melhor dos frutos da colheita.
Investir no “Ser Humano” é a grande estratégia motivacional de governança e sustentabilidade numa conjuntura de transformações e evolução. O Congresso Latino-americano de Sustentabilidade e Governança - ESG/2026, enfatiza os riscos de mudar o foco e os rumos dos negócios, que ao longo do tempo foi o desenvolvimento de pessoas e equipes, mostrando que manter este sentido se traduz em muitos casos de sucesso e crescimento corporativo. Fortalecer as ações no maior ativo de produtividade que são as PESSOAS e suas potencialidades de expertise é humanizar. Promover uma cultura de participação e compliance cada vez direcionada para o bem-estar e equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, aumenta a confiabilidade e o engajamento ao curto prazo. Estamos vivendo um momento de inovações, obrigações sociais e grandes desafios globais que requerem muita reflexão: continuar potencializando pessoas ou investir esforços em ambiente!
* Doutor em Saúde Humana - UniEnsino/PR e Especialista em Psiquiatria e Saúde Mental - FAMART/MG