Cidades Tem que eliminar
Agricultura reforça necessidade de eliminar plantas de milho em áreas urbanas de Marechal Rondon
Lei municipal determina a retirada de plantas verdes entre 15 de julho e 15 de setembro para reduzir a presença da cigarrinha-do-milho
07/07/2026 10h02
Por: João Livi Fonte: Assessoria
Eliminação de plantas verdes de milho nas áreas urbanas deve ocorrer entre 15 de julho e 15 de setembro em Marechal Rondon. (Foto: Divulgação)

A Prefeitura de Marechal Cândido Rondon, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Sustentável, reforça a importância do cumprimento da Lei Municipal nº 5.545/2024, que determina a eliminação de plantas verdes de milho nas áreas urbanas do município entre 15 de julho e 15 de setembro.

A medida tem como objetivo reduzir a população da cigarrinha-do-milho e minimizar os impactos dos enfezamentos nas futuras safras. A iniciativa contribui para a sanidade das lavouras e para o fortalecimento do agronegócio rondonense.

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Desde 2019, produtores de milho enfrentam prejuízos provocados pelos chamados enfezamentos do milho, doença causada por molicutes, microrganismos semelhantes a bactérias, transmitidos pela cigarrinha-do-milho. Entre os principais sintomas estão avermelhamento das folhas, redução do porte das plantas, espigas pequenas, falhas na granação, multiespigamento e morte precoce das lavouras. Em situações extremas, as perdas podem chegar a 100%.

A cigarrinha-do-milho se reproduz apenas em plantas vivas de milho. Ao se alimentar de plantas contaminadas, o inseto adquire os molicutes e passa a transmiti-los durante toda a vida, que tem duração média de 70 dias.

O crescimento da população da praga começa com as primeiras lavouras da safra de verão e se intensifica durante o milho safrinha, atingindo o pico por volta de abril. Após a colheita, especialmente entre junho e julho, os insetos migram para áreas urbanas em busca de plantas vivas de milho, sendo também atraídos pelas luzes das residências durante a noite.

Segundo especialistas, o cultivo contínuo de milho em áreas urbanas, muitas vezes para produção de milho verde ou manutenção de terrenos, funciona como uma “ponte verde”. Essas plantas permitem a sobrevivência da cigarrinha e dos molicutes entre uma safra e outra, servindo de abrigo e local de multiplicação do inseto.

O secretário de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Sustentável, Marciel Escher, destaca que a colaboração da população é essencial para o sucesso da medida.

“A eliminação das plantas de milho nas áreas urbanas durante esse período é uma ação simples, mas de grande importância para quebrar o ciclo de reprodução da cigarrinha-do-milho. Com a participação dos moradores, conseguimos reduzir a pressão da praga sobre as lavouras, protegendo a produção agrícola, que é uma das bases da economia do nosso município”, enfatiza.

A Secretaria de Agricultura orienta que os moradores eliminem as plantas verdes de milho existentes em quintais, terrenos baldios, hortas e demais áreas urbanas dentro do período estabelecido pela legislação. A ação contribui diretamente para a redução dos prejuízos causados pelos enfezamentos do milho nas próximas safras.