Saúde Alergia
Alergias atingem 30% da população e exigem atenção aos sintomas
Semana Mundial da Alergia reforça que rinite, asma e problemas de pele precisam de diagnóstico e tratamento adequado
22/06/2026 07h39
Por: João Livi Fonte: AB
Espirros, coriza e obstrução nasal recorrentes podem indicar rinite alérgica e devem ser avaliados por um profissional de saúde. (Foto: Magnific)

Ao menos 30% da população mundial apresenta algum tipo de alergia, segundo dados divulgados pela Organização Mundial de Alergia (WAO). No Brasil, a estimativa acompanha o cenário global e representa milhões de pessoas convivendo com doenças provocadas por respostas exageradas do sistema imunológico.

A Semana Mundial da Alergia, realizada de 21 a 27 de junho, concentra ações de conscientização sobre prevenção, diagnóstico e tratamento. A campanha deste ano tem como tema "Cuidado com a Alergia é Cuidado Essencial".

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As doenças alérgicas podem atingir o sistema respiratório, a pele e o aparelho digestivo. Entre as manifestações mais frequentes estão rinite, asma, dermatite atópica, urticária e alergias alimentares.

Rinite não deve ser normalizada

A rinite alérgica atinge aproximadamente 30% da população brasileira. Entre as crianças, a prevalência estimada é de 26%, enquanto o índice chega a 30% entre adolescentes.

Coceira no nariz ou nos olhos, espirros repetidos, coriza e obstrução nasal sem a presença de resfriado estão entre os principais sinais. Dormir com a boca aberta e apresentar alterações frequentes no sono também podem indicar a doença.

A presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), Fátima Rodrigues Fernandes, alerta que muitas pessoas convivem por anos com os sintomas por considerá-los normais. A ausência de diagnóstico pode prolongar desconfortos e comprometer o sono, a produtividade e a qualidade de vida.

Asma exige cuidado no inverno

A asma alérgica atinge cerca de 20% da população brasileira. Em todo o mundo, aproximadamente 260 milhões de pessoas convivem com a doença, associada a mais de 450 mil mortes por ano.

Falta de ar, chiado no peito, tosse, cansaço e dor no peito estão entre os sintomas. As manifestações podem surgir ou se intensificar após esforço físico, durante a fala ou até mesmo ao rir.

No inverno, o aumento dos problemas respiratórios exige atenção especial, principalmente entre crianças, adolescentes e idosos. Crises de asma podem evoluir para quadros graves e demandar atendimento imediato.

Dermatite afeta crianças

A dermatite atópica é uma doença crônica e não contagiosa que provoca coceira intensa e lesões na pele. A condição afeta aproximadamente 20% das crianças, sendo que 5% apresentam manifestações consideradas graves.

Cerca de 60% dos casos começam durante o primeiro ano de vida. Entre os adultos, a estimativa é de que aproximadamente 3% convivam com a doença.

Além do desconforto físico, a dermatite pode provocar impactos emocionais, como ansiedade e depressão. O acompanhamento profissional permite controlar as crises e reduzir as limitações impostas pela doença.

Diagnóstico inicia o controle

A identificação da alergia pode envolver testes realizados na pele ou exames de sangue. A avaliação médica busca determinar o tipo da doença e os alérgenos responsáveis pelas reações.

Sintomas como tosse persistente, espirros frequentes, coceira na pele e falta de ar não devem ser ignorados. A orientação é procurar um alergista ou imunologista e evitar tratamentos caseiros sem comprovação.

O controle também inclui cuidados ambientais, especialmente contra poeira, mofo e ácaros. Como diferentes integrantes de uma mesma família podem apresentar predisposição às alergias, a avaliação e as medidas preventivas devem alcançar todos os moradores da residência.