Não há conhecimento verdadeiro das dádivas de Deus sem o conhecimento de seu Mediador, e é somente por causa de Jesus que elas nos são dadas.
Não há ação de graças verdadeira que seja feita para o povo, para a família, para a história ou para a natureza sem o arrependimento profundo que honre Cristo acima de tudo e de todos.
Não há relação legítima com as circunstâncias do mundo criado, não há responsabilidades legítimas para com o mundo sem o reconhecimento do rompimento que dele já nos separou.
Não há amor verdadeiro no mundo a não ser o amor com que Deus amou este mundo em Jesus Cristo.
“Não ameis o mundo” (1João 2.15), mas: “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crês não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16).
Adaptado por T. H. Vanderlinde da obra “Discipulado” do teólogo Dietrich Bonhoeffer (1906-1945). Bonhoeffer foi martirizado pelo regime nazista alemão em 1945. O livro foi inspirado no sermão que Jesus proferido no Monte das Bem-Aventuranças.
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