O Parque Nacional do Iguaçu abriu uma consulta pública como parte do processo de avaliação internacional para a Lista Verde de áreas protegidas e conservadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).
A iniciativa convida instituições da região, representantes de comunidades locais, gestores públicos, parceiros institucionais e demais atores ligados ao parque a responderem um questionário online sobre a efetividade do manejo, a governança participativa, as ações de conservação da biodiversidade e a busca pela justiça social na unidade de conservação.
O questionário poderá ser respondido até o dia 27 de junho. Também será possível agendar reuniões com especialistas da UICN para discutir medidas, ações e caminhos necessários ao fortalecimento da gestão do parque.
Entre os dias 8 e 12 de junho, o Parque Nacional do Iguaçu receberá um grupo de especialistas da União Internacional para a Conservação da Natureza. A equipe fará uma avaliação técnica in loco para verificar se a unidade atende ao padrão da Lista Verde e quais avanços ainda são necessários para alcançar a certificação.
O grupo é formado por especialistas independentes e voluntários, que irão analisar evidências relacionadas à efetividade da gestão do parque, ao diálogo com comunidades locais, à conservação da biodiversidade e à articulação com gestores públicos e parceiros institucionais.
A UICN é reconhecida como uma das principais autoridades globais em conservação da natureza. A Lista Verde funciona como um padrão internacional voltado ao reconhecimento de áreas protegidas e conservadas que apresentam gestão efetiva, boa governança, resultados de conservação e benefícios sociais.
A consulta pública busca ampliar a escuta sobre o papel do Parque Nacional do Iguaçu e consolidar informações importantes para o processo de avaliação.
A participação de instituições e atores regionais é considerada essencial, especialmente porque a unidade de conservação mantém relação direta com comunidades, municípios, órgãos públicos, setor turístico, entidades ambientais e organizações da sociedade civil.
A adesão ao processo da Lista Verde tem como objetivo consolidar conquistas, identificar pontos de melhoria e ampliar o reconhecimento nacional e internacional do Parque Nacional do Iguaçu, que já é reconhecido como Patrimônio Mundial Natural pela UNESCO.
Localizado na fronteira entre Brasil e Argentina, o Parque Nacional do Iguaçu é uma área protegida de grande complexidade ambiental, social e turística. A unidade recebe diariamente milhares de visitantes de diferentes partes do mundo e protege um dos mais importantes remanescentes de Mata Atlântica do país.
A experiência do parque demonstra a importância das unidades de conservação para o desenvolvimento sustentável, especialmente quando há articulação entre Estado, comunidades locais, instituições, setor turístico e diferentes atores da sociedade civil.
A avaliação para a Lista Verde reforça a necessidade de manter a floresta em pé, conservada e em harmonia com as populações locais, fortalecendo alianças em favor da biodiversidade e da gestão territorial.
Criado em 1939, o Parque Nacional do Iguaçu possui área total de 170.070,90 hectares. Em seu território está um dos mais conhecidos conjuntos de quedas d’água do planeta: as Cataratas do Iguaçu.
Somado ao Parque Nacional Iguazú, no lado argentino, forma uma área protegida de aproximadamente 250 mil hectares de floresta subtropical e fauna conservada, constituindo um amplo corredor ecológico na região.
O parque também conserva um dos maiores trechos de Mata Atlântica, bioma que hoje está reduzido a menos de 5% de sua cobertura original no Brasil.
Em novembro de 1986, o Parque Nacional do Iguaçu recebeu da UNESCO o título de Patrimônio Mundial Natural, reconhecimento de sua importância ambiental, paisagística e ecológica.
A candidatura à Lista Verde é resultado do trabalho realizado ao longo de quase nove décadas de conservação, gestão territorial e fortalecimento ambiental da região.
O processo de avaliação internacional permite reconhecer avanços, apontar desafios e orientar melhorias contínuas na gestão da unidade de conservação.