A arrecadação geral de Marechal Cândido Rondon alcançou R$ 160.423.430,85 nos primeiros quatro meses de 2026. O resultado superou a estimativa orçamentária para o período, que era de R$ 157.786.575,74.
Os números correspondem à soma das receitas da Prefeitura, do SAAE, do Fundo Municipal de Desenvolvimento (FMD) e da Fundação Promotora de Eventos (PROEM).
Os dados foram apresentados na sexta-feira, dia 29, durante audiência pública realizada pela Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização da Câmara de Vereadores. A exposição foi conduzida pelo secretário municipal da Fazenda, Carmelo Daronch, e pelo contador da Prefeitura, Maico Heck.
Entre as maiores fontes de arrecadação do período estão os impostos, que somaram R$ 29,9 milhões. Na sequência aparecem o ICMS, com R$ 26,7 milhões; o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), com R$ 20,3 milhões; o Fundeb, com R$ 16,1 milhões; e os royalties pagos pela Itaipu Binacional, que chegaram a R$ 12,8 milhões.
A arrecadação da Prefeitura, isoladamente, foi de R$ 147,7 milhões no primeiro quadrimestre.
Já o SAAE registrou arrecadação de R$ 12,3 milhões, valor um pouco abaixo do esperado, que era de R$ 12,5 milhões. A diferença foi de R$ 242.250,12.
O Fundo Municipal de Desenvolvimento arrecadou R$ 357,1 mil, valor R$ 267,5 mil acima da estimativa. A PROEM teve arrecadação de R$ 20,7 mil no período.
As despesas gerais empenhadas entre janeiro e abril chegaram a R$ 235.385.818,50, valor acima do previsto no orçamento para o período, que era de R$ 143.647.116,44.
Na Prefeitura, as despesas empenhadas somaram R$ 216,5 milhões. O SAAE registrou despesas de R$ 15,1 milhões, acima dos R$ 11 milhões previstos.
A PROEM somou despesas de R$ 1.075.066,05. Já a Câmara de Vereadores, que não possui fonte própria de arrecadação, teve despesas de R$ 2,5 milhões, abaixo dos R$ 3,8 milhões estimados.
Mesmo com despesas superiores à previsão inicial, a situação financeira do município foi apresentada como confortável, especialmente pela disponibilidade de caixa.
Marechal Cândido Rondon possui disponibilidade de caixa de R$ 177,1 milhões. Desse total, R$ 95,4 milhões são recursos livres, que podem ser utilizados conforme planejamento da administração.
Outros R$ 81,6 milhões são recursos vinculados, ou seja, valores que já possuem destinação definida por legislação, convênios, programas ou finalidades específicas.
A disponibilidade de caixa é superior à dívida consolidada do município. Conforme os dados apresentados, a dívida consolidada representa 17,42% da Receita Corrente Líquida.
Outro dado apresentado na audiência pública foi o gasto com folha de pagamento dos servidores do Poder Executivo.
No primeiro quadrimestre, o índice ficou em 46,76% da Receita Corrente Líquida. O percentual está abaixo do limite máximo permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que é de 54%.
O indicador demonstra que, no período analisado, o município permanece dentro do limite legal para despesas com pessoal.
A audiência pública também apresentou os investimentos obrigatórios nas áreas de Educação e Saúde.
Na Secretaria de Educação, a aplicação de recursos no primeiro quadrimestre foi de R$ 24,9 milhões. O valor representa 25,07% da arrecadação de impostos e transferências financeiras consideradas para o cálculo constitucional.
O índice supera o mínimo exigido por lei, que é de 25%.
Na Secretaria de Saúde, o investimento foi de R$ 24.065.734,60, equivalente a 24,22%. O percentual também ficou acima do mínimo constitucional, que é de 15%.
A apresentação dos dados ocorreu durante audiência da Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização do Poder Legislativo.
Participaram os vereadores membros da comissão: Marciel Evandro Escher, presidente; Carlinhos Silva, relator; e Welyngton Alves da Rosa, o Coronel Welyngton, membro.
Também acompanharam a audiência os vereadores Valdir Sachser, Tania Maion e Rafael Heinrich.